Postagem em destaque

CARTA DE DEMISSÃO DA SENHORA PRESIDENTE DA REPÚBLICA (11.05.2016)

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rej...

domingo, 8 de maio de 2016

O PROBLEMA É, QUE NA POLÍTICA A MAIORIA JOGA SUJO E O POVO PARECE A BOLA 8, Á ÚLTIMA DA VEZ...

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro.

OS ULTIMOS TREZE ANOS DA NOSSA ADMINISTRAÇÃO POLÍTICA, FOI O MAIOR DESASTRE DA HISTORIA DO BRASIL, NÃO SABEMOS SE OS PRÓXIMOS 20 ANOS ESTE PAÍS VAI SER RECUPERADO:

ENTENDA:


Este movimento da matéria abaixo, foi responsável pelas últimas organizações de  "O POVO NA RUA", de São Paulo e veja uma notícia que no mínimo enfraquece o futuro deste grupo, creio e acredito de extrema importância dentro do contexto da chamada pressão popular!!!

MATÉRIA:

Notícias ao MinutoLíder do MBL responde a mais de 60 processos na justiça


O Movimento Brasil Livre (MBL), entidade civil criada em 2014 para combater a corrupção e lutar pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) parece estar enfrentando problemas com a justiça. Renan Antônio Ferreira dos Santos, um dos três coordenadores nacionais do grupo, é réu em pelo menos 16 ações cíveis e mais 45 processos trabalhistas. De acordo com o UOL, Renan nega as irregularidades. 
Desde fechamento fraudulento de empresas, dívidas fiscais, fraude contra credores, calote em pagamento de dívidas trabalhistas e ações de danos morais, as acusações chegam a um total de R$ 4,9 milhões. O movimento ainda está sofrendo uma ação de despejo de sua sede nacional, na região do centro de São Paulo. O MBL se recusou a deixar o imóvel mais de um ano após o pedido de devolução por parte de seu proprietário.   
O imóvel e o aluguel estão em nome irmã de Renan Santos, Stephanie Santos. No local também funciona a produtora de vídeos NCE Filmes, liderada por Stephanie e seu outro irmão, Alexandre Santos, que é responsável pela produção de todo material gráfico e de vídeo do MBL.  
Renan, de 32 anos, é o coordenador mais velho do movimento, que é formado, em sua maioria, por jovens de formação liberal. Ele e seu irmãos respondem por, pelo menos, 16 processos na área civil, que juntas, somam mais de R$ 3,4 milhões.

Na maioria dos casos, o tempo para a empresa se defender já passou, e a cobrança que está sendo realizada na Justiça não tem resultado porque os tribunais não encontram valores nem nas contas das empresas, nem nas de seus proprietários.  O coordenador do MBL admite que está devendo, mas alega que se tratar de pendências advindas de sua atuação como empresário. A Martin Artefatos de Metal, empresa de que Renan é sócio, possui 45 processos trabalhistas nos tribunais de São Paulo e Campinas, acumulando condenações que ultrapassam R$ 1,5 milhão. 
Nem Renan nem nenhum outro sócio se manifestaram no processo. Após a condenação, com o início do processo de execução, a Justiça decretou o bloqueio das contas bancárias da empresa, porém não havia dinheiro nelas. Foi decretada, então, a penhora de bens da empresa, que irão a leilão para levantar os valores devidos.


DE OUTRA BANDA NA SEQUENCIA TEMOS AS MANOBRAS DO EX PRESIDENTE DA CÂMARA, SR. EDUARDO CUNHA, VEJAM ABAIXO A MATÉRIA:




São Paulo – Pesquisa Data folha do mês de abril revela que três em cada quatro brasileiros apoiam a cassação do presidente da Câmara dos DeputadosEduardo Cunha (PMDB-RJ). Mais precisamente, o número de favoráveis à saída de Cunha representa 77% do total, contra apenas 11% de votos contrários à cassação.
Por isso foi tão bem recebida a notícia da decisão do ministro do STF Teori Zavascki desta quinta-feira (5) de afastá-lo do cargo de deputado federal e presidente da Câmara. Nesta tarde, o Supremo chancelou voto do relator e garantiu que Cunha não volta para a cadeira em futuro próximo.
Ele é acusado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por tentar interferir na condução das investigações da Operação Lava Jato.
"Não há a menor dúvida de que o investigado não possui condições pessoais mínimas para exercer, neste momento, na sua plenitude, as responsabilidades do cargo de Presidente da Câmara dos Deputados, pois ele não se qualifica para o encargo de substituição da Presidência da República, já que figura na condição de reú no Inquérito 3983, em curso neste Supremo Tribunal Federal", disse Zavascki na liminar.
Desde novembro tramita no Conselho de Ética da Câmara um pedido de cassação de seu mandato, que notoriamente o político vem tentando postergar. Foram seis meses de chicanas, barganhas para reverter votações e manobras com base no regimento da Casa e com apoio da Tropa de Cunha.
Abaixo, você relembra as mais importantes chicanas que fizeram o caso se alongar tanto no Conselho e serviram de motivação para a decisão do Judiciário. Estão de fora outros notórios episódios, como as votações para criação de novas comissões para minorias e maioridade penal, que Cunha repetiu votações até o resultado que desejava.

– Aliados tentam atrasar processo contra Cunha

Desde o primeiro dia do processo no Conselho de Ética, o grupo de parlamentares aliados de Eduardo Cunha planejava travar o andamento dos trabalhos com o maior número de medidas protelatórias possível.
As táticas iam das mais simples, como pedir a fala em todas as oportunidades, até pedir vistas ou recorrer de qualquer decisão com o Conselho fosse tomar. A atitude esgotava a paciência dos demais parlamentares, causando atropelos e reiniciando procedimentos do zero.

– Conselho pretende votar contra Cunha até 1º de dezembro

Marcada para inicialmente para o dia 19, a leitura do parecer do relator Fausto Pinato (PRB-SP) pela continuidade das investigações contra Cunha foi adiada após o início da ordem do dia na Casa antes do horário habitual. A chamada de Cunha foi usada paulatinamente, pois encerra obrigatoriamente a reunião do Conselho.
Até a antecipação da posição de Pinato foi contestada pela defesa de Cunha no dia 18, sem sucesso. Quando já enfrentavam chicanas dos deputados da Tropa de Cunha, a mesa diretora do Conselho ainda era otimista em votar o relatório em 1º de dezembro.
Mas outra alternativa de afastar o relator deu certo.

– Manter relator no cargo fere Código de Ética, diz Cunha

O presidente da Câmara contestou Fausto Pinato como relator do processo e que sua manutenção feria o Código de Ética da Casa.
Segundo o peemedebista, o parlamentar paulista não poderia participar do sorteio para o cargo, pois pertencia ao mesmo bloco partidário que ele no início da legislatura.
Resultado? Destituição de Pinato e reinício de todo o processo, com as devidas manobras protelatórias.

– Relator sai e processo de Cunha pode voltar à estaca zero

Marcos Rogério (atual DEM-RO) foi escolhido relator e optou por manter o relatório. Aliados de Cunha atacaram novamente e pediram vista. O colegiado negou, já que o documento seria o mesmo.
– Conselho de Ética aceita parecer de cassação de Cunha
No dia 15 de dezembro e oitava sessão do colegiado, o Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara decidiu pela admissibilidade do relatório do deputado Marcos Rogério (PDT) que pedia o prosseguimento do processo de cassação.
Foram 11 votos a favor e 9 contra. Naquela altura, o pedido havia sido protocolado há mais de 60 dias. Cunha tinha, no entanto, uma carta na manga. Por quebra do regimento ao rejeitar o pedido de vista e outras quebras de regimento, o Conselho precisou dar passos para trás.

– Cunha apresenta recurso contra processo no Conselho de Ética

Em seu pedido à CCJ, então comandada por um de seus aliados, o presidente da Câmara requisitou a nulidade do sorteio de escolha de novo relator (por inobservância de formalidades regimentais absolutas), do parecer apresentado pelo novo relator, da votação do parecer (por ausência de discussão), da deliberação do parecer, por negativa de pedido de vista, e por sua respectiva votação no plenário do Conselho.
O processo anula todos os procedimentos, inclusive as votações e só volta a ser analisado em fevereiro do ano seguinte por conta do recesso parlamentar.

– Decisão sobre cassação de Cunha fica para depois do Carnaval

Em ano novo, a diretriz do presidente do Conselho, José Carlos Araújo (atual PR-BA), foi tomar os mais devidos cuidados para que o processo de cassação não recuasse. Cunha e aliados seguiam batendo como podiam, de pressões nos bastidores a recursos.
A lista é longa, mas valem uns exemplos.

Depois de meses de manobras regimentais, já na madrugada do dia 2 de março, o Conselho de Ética se reuniu para votar o parecer de Marcos Rogério. Na noite do dia 1º, Cunha só encerrou a sessão plenária nas últimas horas do dia, tentando bloquear a votação.
Outro motivo da postergação era a substituição de Vinícius Gurgel (PR-AP), que não estava em Brasília para votar. Ele pediu a renúncia, por carta, para impedir que seu suplente, do PT, votasse contra Cunha.
Em caso de renúncia, quem indica o substituto é o partido. Foi escolhido o líder da bancada, Maurício Quintella Lessa (PR). Cunha esperou até quase 23 horas para que a carta chegasse ao Conselho.
A votação acirrada terminou em 11 a 10, com voto de Quintella Lessa a favor de Cunha e desempate decidido pelo presidente da comissão, José Carlos Araújo (PSD), em voto de minerva.

As manobras seguiram, inclusive um pequeno escândalo de falsificação de assinatura de Vinícius Gurgel na referida carta que quase arquivou o processo.
Em outros momentos, Cunha fugiu da notificação de aceitação do pedido — quando recebeu, recorreu da decisão —, pressionou partidos próximos a recompor sua base no Conselho e tentou limitar investigações por parte do colegiado.
O caso mais marcante foi de atraso de liberação de verba de passagem aérea para Fernando Baiano, delator da Operação Lava Jato que vinha depor contra o presidente da Câmara.

A última grande revelação do Conselho de Ética foi a confirmação por parte de Baiano que Cunha recebeu dele R$ 4 milhões em propinas. Marcos Rogério, relator do caso, pretende anexar ao processo todas as acusações contra o deputado, desde o envolvimento em crimes de corrupção no esquema da Petrobras, até a coação que foi acusado por Fausto Pinato, que alega ter recebido proposta de propina enquanto relator.
Por base, ele tomaria o pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que protocolou 11 motivos para afastamento de Cunha do cargo no STF. Motivos esses que o Supremo chancelou nesta quinta-feira e suspendeu por tempo indeterminado Eduardo Cunha de sua cadeira.
COMENTÁRIO: - Como se não bastasse esta zombaria toda acima descrita, agora vem mais uma novidade, vejamos abaixo:

Favorito à presidência da Câmara almoça com Cunha


Em um dia de baixa movimentação na residência oficial da Câmara dos Deputados, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) almoçou a sós com Eduardo Cunha (PMDB-RJ) nesta sexta-feira. Rosso, que comandou a comissão do impeachment de Dilma Rousseff, é tido, nos bastidores, como o favorito para suceder Cunha na presidência da Casa. Ele, no entanto, nega estar em campanha e rejeita a possibilidade de eleições neste ano, o que apenas seria possível se Cunha renunciasse ou fosse cassado. "Não tem eleição. É uma disputa fumaça", afirmou ao site de VEJA. O deputado também negou ter tratado desse assunto ou sobre a decisão do STF desta quinta-feira. Segundo ele, a conversa entre os dois esteve limitada a projetos que seguem engavetados na Câmara, como a reforma tributária. Acredite quem quiser. (Marcela Mattos, de Brasília)

...................................................................................................................................................................
SERGIO VIANNA

Continuando aqui, são tantas as novidades, vejam que as matérias, são posterior ao dia 05.05.2016, ou seja, tão e somente as novidades do fim de semana, nós povo não temos a menor condição de assimilar e dissolver as barbáries, que vem acontecendo, também, não temos como criar esperanças, imaginar ou opinar pelo que vai acontecer no amanhã , isso tornou-se impossível, por tantos fatos, tantos acontecimentos contínuos, dentro da Política, só não acontece o que precisamos que aconteça, qual seja, que tenhamos uma administração pública correta, trabalhadora, até porque somos nós que os pagamos, uma administração que cuide dos interesses coletivos dos Municípios, Estados e União, mas não temos só estas matérias e novidades, sinalizando que apesar de o povo querer e forçar, pedir mudanças, até o momento o que menos há é mudanças, comprovadamente pelos sinais dos últimos atos desta velha guarda viciada e podre da Política, esta série de manobras, faz com que o povo Brasileiro, se perca, fique sem saída, sem solução, ocupado com o fato do momento, então quanto mais acontecimentos, melhor.

VEJAM ESTA OUTRA MATÉRIA, SE ISSO NÃO É REVOLTANTE, NÃO SEI O QUE MAIS PRECISA, PARA FICARMOS REVOLTADOS COM NOSSOS GOVERNANTES:





Comissão do Senado tem 'Cunha psicopata' e Dilma e Lula comparados a traficantes

© Getty Images
O processo de impeachment de Dilma Rousseff deu mais um passo nesta sexta-feira. A Comissão Especial do Impeachment no Senado votou favoravelmente, por 15 a 5, o relatório do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG).
impeachment dilma lula cunha© Fornecido por Abril Comunicações S.A. impeachment dilma lula cunha
O texto do tucano recomenda que a Casa dê andamento ao rito de afastamento da presidente iniciado na Câmara. Com isso, o parecer deve ir a plenário no dia 11, data em que Dilma pode ser afastada temporariamente do cargo.
Se na Câmara os votos dos deputados foram centrados em Deus, família (citada mais de 150 vezes), no Senado as falas voltara a reproduzir a velha polarização. Oposicionistas citam a baixa "credibilidade" e popularidade de Dilma, enquanto governistas falam em "golpe" e "falhas na democracia".
Mas algumas falas fugiram do comum, como mostramos nas próximas linhas:

COMENTÁRIO DE SERGIO VIANNA: - A REVISTA ISTO É INDEPENDENTE PUBLICOU ESTA MATÉRIA, DOS 5 ANOS DE CRIMINALIDADE, NÃO SÃO CINCO MESES !!!

ENTREVISTA



Bolívar Lamounier

"Vivemos cinco anos de uma gestão criminosa"
Para cientista político, pacote de bondades de Dilma é uma tentativa de atingir o eventual novo governo, a atual recessão já levou embora todas as conquistas dos últimos anos e, se assumir, Temer não pode agir como interino
por Mariana Queiroz Barboza (mariana.barboza@istoe.com.br)
Observador da política nacional há 50 anos, o sociólogo e cientista político Bolívar Lamounier, sócio diretor da Augurium Consultoria, pede desculpas pelo tom raivoso que tem adotado nas críticas ao governo. “Sempre me disciplinei a ser ponderado”, afirma. “Mas, de cinco anos para cá, conclui que não dá.”

RED-ABRE-IE.jpg
DESCONFIANÇA 
Lamounier, em sua casa em São Paulo: ''Não levo a sério o discurso do PT''

Para Lamounier, membro da Academia Paulista de Letras e autor de diversos livros sobre a sociedade brasileira, a corrupção no País chegou a um nível inimaginável há poucos anos e afetou dramaticamente a imagem do Brasil no Exterior. Mas o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e o andamento da Operação Lava Jato são passos importantes rumo ao amadurecimento da democracia.

RED-01-IE.jpg
''O PT tem discursos oportunistas. O partido tomou 50 vezes a iniciativa 
de impeachment. Em todos os casos, ele considerava 
legítimo. Quando ele está no poder, não é?''


“O Brasil está passando por uma crise saudável, mas profunda”, afirma. Nesse cenário, o sociólogo é otimista de que um eventual governo de Michel Temer, com Henrique Meirelles e José Serra, seria capaz de recuperar a credibilidade do Brasil. Da espaçosa sala da casa onde vive há 15 anos, num bairro nobre de São Paulo, Lamounier recebeu a reportagem da ISTOÉ na semana passada.

RED-02-IE.jpg
''Henrique Meirelles (foto) será fator preponderante na recuperação 
da credibilidade do governo aqui e no Exterior''

ISTOÉ -
 Na quinta-feira 5, o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki afastou Eduardo Cunha da presidência da Câmara dos Deputados. Essa decisão veio tarde?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Queremos que essa limpeza seja feita o mais rápido possível, não só do Cunha, como a do Renan Calheiros e vários outros. Especificamente em relação ao Cunha, está em curso uma tentativa de afastá-lo de maneira que invalidaria o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. É um recurso impetrado pela Rede. Isso evidentemente seria uma tentativa de golpe. Entendo que a decisão do Teori matou dois coelhos numa cajadada: afastou um homem acusado de corrupção e invalidou a tentativa de golpe por parte da Rede. Não é cedo nem tarde, veio no momento certo.
ISTOÉ -
 Para Cunha, essa seria uma interferência indevida do Judiciário no Legislativo. Esse pedido de afastamento é legítimo?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Há duas coisas cuja legitimidade merece ser discutida: tanto o recurso da Rede quanto a decisão do Teori. Em ambos os casos, haveria uma intervenção, a meu ver, indevida do Supremo no Legislativo. Agora, se isso iria acontecer, por meio do Marco Aurélio Mello (relator da ação da Rede contra Cunha), podemos ver a ação do Teori como uma espécie de contragolpe preventivo. Já vimos isso antes. Em 1955, o Marechal Lott deu o chamado “golpe da legalidade”. Parece uma contradição em termos, mas é porque havia uma tentativa de impedir a posse do Juscelino Kubitschek. Ele, então, afastou o presidente interino antes. Infelizmente são coisas de um país cujas instituições ainda não estão bem consolidadas.
ISTOÉ -
 Ter Cunha na linha sucessória seria uma mancha num eventual governo de Michel Temer. Essa é uma boa notícia para o vice-presidente? 
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Sem dúvida. Quanto mais clara ficar a linha sucessória, melhor. Infelizmente o substituto (Waldir Maranhão, do PP-MA) também parece ter uma ficha corrida considerável. O Brasil está passando por uma crise saudável, mas profunda. Uma crise de limpeza que há muito tempo se fazia necessária.
ISTOÉ -
 Como o sr. enxerga a narrativa de vitimização do PT?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 O PT tem discursos oportunistas, cada um improvisado de acordo com as circunstâncias. O partido tomou 50 vezes a iniciativa de impeachment desde o governo Sarney. Em todos os casos, ele considerava legítimo. Quando ele está no poder, não é? Tenho dificuldade de levar a sério qualquer discurso jurídico que venha do PT. 
ISTOÉ -
 Nas últimas semanas, a presidente Dilma tem se dedicado a um “pacote de bondades”, num momento em que a agenda é de ajuste fiscal. Como o sr. avalia essas medidas?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Repito: não levo a sério o discurso petista. Um dia, é preciso arrochar. No outro dia, tem pacote de bondades. E assim se sucede a cada semana, uma contradizendo a outra. São decisões populistas, irresponsáveis e inimigas do Brasil. Dilma está cansada de saber que as contas têm um rombo terrível. E demagogicamente, no apagar das luzes, ela resolve gastar mais.
ISTOÉ -
 É uma atitude desesperada?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Pior. É uma tentativa de atingir o mandato do futuro presidente. O País que se dane.
ISTOÉ -
 A recessão atual é uma das mais graves da história do País. Os ganhos com a queda da desigualdade nos últimos anos estão em risco?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Os ganhos foram muito menores do que o governo costuma propalar. Mas é claro que essa recessão já levou embora todos essas conquistas. Tudo virou pó. A destruição de riqueza a que estamos assistindo, devido à crise econômica, não tem paralelos na história do Brasil.
ISTOÉ -
 No fim do ano passado, o sr. publicou um artigo criticando a paralisia das elites em relação à crise. Recentemente, porém, alguns empresários se organizaram em favor do impeachment. Esse foi um ponto de inflexão?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Hoje escreveria um pouco mais aliviado do que em novembro. Estava vivendo uma grande angústia, porque via o País ser destruído e a sociedade não se organizava. Foi quase um apelo. Onde estava o instinto de defesa dos empresários, que viam suas empresas construídas ao longo de gerações irem para o vinagre? Umas à falência, outras endividadas em moeda estrangeira. Vivemos cinco anos de uma gestão criminosa. Dizer que isso é pura incompetência é pouco. Porque uma pessoa que desconhece o labirinto da vida pública, que não sabe nada de economia, que não tem tino para escolher auxiliares nunca devia ter se prestado à farsa de se eleger presidente da República. E é óbvio que foi uma farsa montada pelo Lula, porque, com seus próprios votos, Dilma não se elegeria nem vereadora.
ISTOÉ -
 Durante esse período de instabilidade, como fica a imagem do Brasil no Exterior?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Péssima. O Brasil no Exterior é hoje uma grande piada. Faço a ressalva de um período em que o Lula conseguia vender a imagem do Bolsa Família. Ponto para ele. Quanto ao resto, a imagem do Brasil nesses 13 anos foi catastrófica. Viramos amigos do tirano do Irã, do Chávez na Venezuela, do Morales na Bolívia. Foi uma política externa caótica, insensata, desprovida de qualquer significado.
ISTOÉ -
 Como fazer para resgatar essa imagem?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 A primeira coisa é mandar a Dra. Dilma para casa, impedir o Lula de fazer novos estragos, e deixar o governo Temer assumir efetivamente com um programa respeitável. E isso não é prometer o paraíso para depois de amanhã. Ele tem que comunicar à sociedade que vai recuperar a situação econômica e o crédito do governo junto à sociedade passo a passo. Isso pode levar seis meses, um ano, não sei. Mas Temer não pode se assumir como interino. Dois anos é tempo suficiente para um novo governo.
ISTOÉ -
 Quais obstáculos Michel Temer deve enfrentar se de fato assumir a Presidência da República?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 O principal é a estrutura política brasileira. Ela é desnecessariamente complicada. O Brasil não precisa de tantos partidos. Na hora de qualquer modificação, vem pressão de todos os lados, mal se consegue montar uma equipe. Temer já está recuando da meta de eliminar ministérios. Cortá-los pela metade é questão de bom senso, economia e eficiência. Mas não se consegue cortar pela mesma razão que eles foram implantados. A reforma política é a mãe de todas as guerras e, nesses dois anos do Temer, não há condições de tocá-la. O que podíamos fazer era aprofundar os estudos a respeito disso.
ISTOÉ -
 Num eventual governo Temer, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles é dado como certo na Fazenda. Como ele poderia ter uma atuação mais bem-sucedida que o ex-ministro Joaquim Levy?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Meirelles tem mais densidade política. Já foi ministro durante muitos anos, passou por muitas trovoadas. O Levy é um grande economista e uma pessoa seríssima, mas não tinha a força que Meirelles tem. Além do mais, Levy estava sendo sabotado diariamente. Ele era um ministro liberal num governo de Dilma Rousseff. Não há proposições mais antitéticas do que essas duas. Dilma tem cabeça estatizante. Para ela, empresa privada é um incômodo que ela tolera. Evidentemente não é uma pessoa que tem simpatia pela economia capitalista. Meirelles, junto com Temer e (José) Serra, será um fator preponderante nessa recuperação da credibilidade do governo aqui e no Exterior. É preciso recuperar a confiança de que o governo não vai cometer imprudências.
ISTOÉ -
 O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deixou o Planalto com a popularidade em alta. Hoje foi impedido de se tornar ministro da Casa Civil. Como o sr. vê essa transição?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Quem, neste País, poderia imaginar o conluio do Lula com os grandes empreiteiros? Eu nunca achei que ele fosse essa santidade, mas o grau da coisa nunca pude imaginar. Lula saiu da Presidência com 83% de aprovação graças ao seu talento, mas principalmente à China, que estava crescendo 10% ao ano e sustentando o Brasil. Porque o Lula não fez nada no plano interno em favor do crescimento econômico. Não fez reforma estrutural nem nas relações de trabalho nem tributária. Não fez nenhuma grande obra de infraestrutura. Ele entregou o governo ao Meirelles – nisso ele foi muito sagaz – e voltamos a ser um país exportador apenas de matéria-prima, como há 100 anos. Como isso rendia uma soma extraordinária de recursos, ele pôde se tornar extremamente popular distribuindo bondades e virou uma pessoa praticamente sem inimigos.
ISTOÉ -
 Ao fim desse processo, a democracia sairá fortalecida?
BOLÍVAR LAMOUNIER -
 Não tenho dúvidas. O processo da Petrobras caiu nas mãos de um juiz competente, enérgico, especializado em lavagem de dinheiro, que estudou profundamente nos Estados Unidos questões relacionadas à corrupção. Começamos a ver coisas que nunca tínhamos visto, como empresários na cadeia. Temos que admitir. Uma parte por nossas qualidades enquanto país e uma parte por sorte, demos um grande passo adiante. E acredito que isso seja, em seu conjunto, irreversível.


RESUMO: Assim fica muito difícil entender e criar esperança em algo, que mais parece, estar andando em circulo, tipo aquele local ou lugar cheio de moscas varejeiras, quando saímos de uma merda e caímos em outra, só mudando o sobre nome e endereço, até quando ??
Sérgio Vianna - 08.05.2016



POSTAGENS DE SERGIO VIANNA