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quinta-feira, 12 de junho de 2014

Protesto anti-Copa tem confronto entre policiais e manifestantes


Protesto anti-Copa tem confronto entre policiais e manifestantes

Objetivo dos manifestantes é se aproximar da Arena Corinthians, onde ocorre o jogo de estreia do Mundial às 17h

Atualizada em 12/06/2014 | 15h0312/06/2014 | 10h30
Protesto anti-Copa tem confronto entre policiais e manifestantes ROBSON FERNANDJES//ESTADÃO CONTEÚDO
Manifestante foi detido por policiais ainda no início do atoFoto: ROBSON FERNANDJES/ / ESTADÃO CONTEÚDO
Manifestantes e policiais entraram em confronto no primeiro dos quatro protestos previstos para esta quinta-feira, em São Paulo. A confusão começou próximo à estação Carrão do metrô e já se espalhou por diversas ruas da cidade. Muitas pessoas ficaram feridas no ato, que tem como objetivo chegar o mais próximo possível Arena Corinthians — onde ocorre o primeiro jogo do Mundial, às 17h, entre Brasil e Croácia. As informações são do jornal Folha de S. Paulo

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De acordo com a Polícia Militar, o grupo se dispersou e às 11h20min não havia mais focos de confronto nas imediações do metrô. Os manifestantes se espalharam pela cidade conforme os confrontos se agravavam — a tropa de choque atua com cordões de isolamento. 

— O objetivo é colocar fim à Copa do Mundo. Percebemos que não conseguiremos isso, mas acreditamos que os brasileiros devem participar de uma revolta — disse o estudante Gregory Leão, 27 anos, no protesto a caminho do estádio — os brasileiros amam o futebol, mas não precisam disso agora — completou.

Em nota a respeito aos protestos que terminaram em confronto, a Polícia Militar informa que "agiu para impedir que baderneiros fechassem a Radial Leste, o que afetaria o direito de ir e vir de milhares de pessoas, inclusive aquelas que vão assistir à Copa do Mundo".

Em ruas vizinhas à estação, protestantes arrancam placas de trânsito e colocam fogo em lixo espalhado no chão. Garrafas de cerveja e pedras foram atiradas contra a polícia — que respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e efeito moral. 

Um homem foi detido ainda no início do ato. Segundo a Defensoria Pública, ele foi atingido por duas balas de borracha. Rafael Lusvarghi disse que achou a ação da polícia truculenta e abusiva, mas não vai prestar queixa. 

Segundo o Hospital Municipal do Tatuapé, dois feridos leves no confronto com a Tropa de Choque da Polícia Militar, na Rua Apucarana, foram atendidos. Um rapaz de aproximadamente 26 anos, que recebeu dois tiros de borracha na perna, já foi liberado e outro jovem de 24 anos, atingido por estilhaço de bala de borracha na perna, está fazendo exames. 

Por volta das 10h, manifestantes, que estavam concentrados na Rua Apucarana, na Zona Leste da capital paulista, se dirigiam à Radial Leste, trecho que dá acesso ao estádio do Itaquerão. O trânsito no entorno do estádio já está complicado, e o congestionamento na região já soma mais de quatro quilômetros.

Diversos confrontos aconteceram no ato, que tem como objetivo trancar a avenida de aceso ao estádio. O capitão Storai da PM de São Paulo, afirmou que o grupo não vai ocupar a avenida.

No ato anti-Copa, que concentra cerca de 200 pessoas, a Polícia Militar utilizou bombas de gás lacrimogêneo, de efeito moral e balas de borracha. Não há feridos no protesto.

Segundo a revista Veja, diversos manifestantes, incluindo os black-blocs, se dispersaram pelas ruas durante a confusão. Parte deles se junto aos metroviários, na manifestação que acontece na sede do sindicato da categoria. A PM disse ao grupo que a ocupação da Radial Leste não será permitida. 

Jornalistas passaram mal durante o ato devido às bombas. A imprensa internacional também acompanha a manifestação. 

Duas jornalistas da CNN ficaram feridas devido a estilhaços de bomba. Segundo a AFP, Uma delas postou em sua conta no Twitter agradecimentos aos colegas da imprensa e aos manifestantes pela ajuda à produtora americana que havia se ferido. 

A repórter Shasta Darlington sofreu um corte no braço e a produtora Barbara Arvanitidis foi atingida no pulso. Ela recebeu atendimento dos socorristas — estava com o braço enfaixado e sangue na roupa.