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sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Obama reconhece divisão no G20 sobre Síria e anuncia pronunciamento na terça

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...



Obama reconhece divisão no G20 sobre Síria e anuncia pronunciamento na terça

Por iG São Paulo  - Atualizada às 
Texto

Presidente dos EUA fez reunião surpresa com Vladimir Putin, à margem da cúpula do G20, encerrada nesta sexta

O presidente dos EUA, Barack Obama, reconheceu as profundas divisões na comunidade internacional e em seu próprio país nesta sexta-feira (6) em relação ao seu pedido por ação militar na Síria - e admitiu a possibilidade de que fracassará em conquistar a opinião pública americana. Ele se recusou a dizer se agiria sem o apoio do Congresso pra retaliar o suposto uso de armas químicas pelo regime do presidente sírio, Bashar al-Assad .
AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, concede coletiva ao final da reunião do G20 em São Petersburgo, Rússia
Preparando-se para uma intensa semana de lobby em Washington em relação à resolução que apoia o ataque, Obama disse que planejou fazer um pronunciamento à nação dos EUA na noite de terça-feira. "É concebível que no final do dia eu não consiga persuadir a maioria dos americanos que essa é a coisa certa a se fazer", reconheceu. "Então, cada membro do Congresso terá que decidir."
Ele também fez um novo apelo à comunidade internacional, afirmando que as armas químicas são uma ameaça global. "Não estou usando o argumento das armas químicas como desculpa para ação militar. Passei os últimos anos tentando reduzir o uso do arsenal. Mas sei também que hpa momentos em que temos que decidir se vamos agir pelo que nos preocupamos", disse.
Antes da coletiva concedida ao final da reunião do G20, Obama fez uma reunião surpresa de cerca de 30 minutos com o presidente russo Vladimir Putin, um opositor à ação militar dos EUA. Putin, um forte aliado de Assad, disse que a conversa com Obama se concentrou na questão síria. Apesar de discordarem, segundo o líder russo, o encontro foi "substancioso e construtivo".
Obama acrescentou que teve uma "cândida e construtiva conversa" com Putin, embora eles discordem sobre como responder ao uso de armas químicas na Síria. 
Na coletiva, Obama aparentava sentir o peso do desafio em convencer os americanos, a comunidade internacional e o Congresso para apoiar uma ação militar. Mas ele expressou confiança de que o povo dos EUA e os legisladores o ouviriam. "Eu confio que os meus eleitores querem que eu ofereça meu melhor julgamento. É por isso que me elegeram. É por isso que me reelegeram", disse.
Ele afirmou que não poderia alegar com certeza que havia uma ameaça direta aos EUA pelo uso de armas químicas na Síria. Mas ele insistiu que a ação era necessária para manter as proibições contra o uso de armas de destruição em massa.
Veja imagens do conflito sírio desde o início do ano:
Tanque velho sírio é cercado por fogo após explosão de morteiros nas Colinas do Golan, território controlado por Israel (16/07). Foto: AP
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Dez membros do G20 se uniram aos EUA em comunicado conjunto acusando o governo sírio de ser o autor do ataque químico em 21 de agosto contra civis nos subúrbios de Damasco. O comunicado, entretanto, não pede explicitamente por uma ação militar contra a Síria. Os países que assinaram o comunicado com os EUA eram: Austrália, Canadá, França, Itália, Japão, Coreia do Sul, Arábia Saudita, Espanha, Turquia e Reino Unido.
Com AP
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