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sábado, 14 de setembro de 2013

Em vez de apelo por ação, discurso de Obama coloca ataque contra Síria em espera

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...


sábado, 14 de setembro de 2013

Em vez de apelo por ação, discurso de Obama coloca ataque contra Síria em espera


Em vez de apelo por ação, discurso de Obama coloca ataque contra Síria em espera

Por NYT  - Atualizada às 
Texto

Congressistas suspiram aliviados por adiamento de votação e aguardam respostas sobre saída diplomática

NYT
Membros dos dois lados do Capitólio suspiraram aliviados enquanto voltavam ao trabalho na manhã desta quarta-feira (11) depois que o presidente Barack Obamacolocou a ação militar na Síria em espera , adiando um confronto político que ninguém em Washington quer ter.
Mas mesmo que o presidente tenha ganhado elogios por estar disposto a buscar uma resposta diplomática na Síria , foi o que ele não falou durante os 16 minutos de seu pronunciamento da Casa Branca na noite de terça-feira que poderá moldar uma reação mais ampla ao seu discurso nos próximos dias.
AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, faz pronunciamento à nação direto da Casa Branca, em Washington (10/9/2013)
Com França e Reino Unido:  Obama concorda em dialogar na ONU
O presidente não falou quanto tempo ele aguardaria para ver se o presidente da Síria, Bashar al-Assad , vai entregar ao controle internacional suas armas químicas, que segundo seu governo foram usadas pelas tropas do regime contra os próprios sírios.
Obama não detalhou o que os EUA exigiriam da Síria como prova de que os esforços diplomáticos eram mais do que uma tática de ganhar tempo para evitar um ataque punitivo dos EUA.
E o presidente não usou seu discurso para descrever suas expectativas sobre o papel das Nações Unidas, cujas tentativas foram frustradas por vetos da China e da Rússia nos últimos dois anos e meio de guerra civil na Síria.
"Uma resolução diplomática é sempre preferível a uma ação militar, mas no que essa resolução implicaria, e quem vai intermediá-la?", questionou o senador republicano Orrin Hatch em comunicado após o discurso.
O senador republicano Patrick Toomey disse que "a apresentação do presidente hoje deixa muitas questões sem respostas. Eu continuarei a buscar por mais respostas antes de decidir se apoio uma intervenção militar na Síria".
A intensa atividade diplomática na segunda-feira e terça radicalmente alteraram a trajetória dos esforços da Casa Branca em buscar uma autorização para o uso da força militar na Síria , e Obama pode ainda não saber essas respostas. Um discurso originalmente programado para ser um apelo para a ação militar se tornou um pedido por mais tempo.
O que resta é a incerteza. A reação internacional ao discurso foi silenciosa nesta quarta-feira.
AP
Presidente dos EUA, Barack Obama, caminha depois de cumprimentar presidente russo, Vladimir Putin, durante chegada à reunião do G20 em São Petersburgo (5/9)
A televisão estatal síria não transmitiu o pronunciamento de Obama e a agência de notícias oficial não fez qualquer comentário sobre o discurso. Um comunicado do grupo opositor de exilados sírios que os EUA apoiam, a Coalizão Nacional de Oposição Síria e Forças Revolucionárias disse: "A proposta é uma estratégia política que visa ganhar tempo, o que permite ao regime causar mais mortes e destruição na Síria, e representa uma ameaça aos países e as pessoas da região."
Em Londres, o porta-voz do premiê britânico David Cameron disse que as discussões estavam encaminhadas nas Nações Unidas entre os EUA, a França e o Reino Unido sobre um projeto de resolução, e o texto depois seria circulado entre a Rússia e a China, outros dois membros permanentes no Conselho de Segurança.
"Há um processo encaminhado", disse. "Será para o governo russo e o regime de Assad demonstrarem sua credibilidade."
Na Alemanha, que na quarta-feira estava se preparando para receber os primeiros 105 dos 5 mil refugiados da Síria, havia claro ceticismo em relação as últimas propostas diplomáticas. A chanceler Angela Merkel, que as caracterizou como um "pequeno vislumbre de esperança" não discutiu a Síria com seu gabinete em seu regular encontro semanal na quarta-feira, de acordo com o porta-voz do governo Steffen Seibert.
"É importante que a Síria não brinque por tempo", disse Seibert.. "O governo sírio não deve apenas fazer comunicados. Deve agir."
O secretário de Estado dos EUA, John Kerry, vai para a Genebra na quinta-feira para dar início a dois dias de diálogos sobre como implementar a proposta russa para a Síria entregar suas armas químicas ao controle internacional. Mas as esperanças iniciais de uma ação rápida no Conselho de segurança na terça-feiradesmoronaram rapidamente , sugerindo que a diplomacia pode fracassar.
E especialistas em armas dentro e fora do governo alertaram na terça-feira que esforços para verificar o cumprimento da Síria com um futuro acordo seria difícilmesmo que sob as melhores circunstâncias - pior ainda se o país está tomado por uma guerra civil.
Veja imagens do conflito sírio desde início do ano:
Membros do Congresso nos dois partidos disseram que o breve discurso de Obama à nação fez pouco para mudar sua ideia sobre o valor de um ataque. Mas muitos afirmaram que estão satisfeitos que o governo está tentando buscar uma saída diplomática.    


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