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domingo, 21 de julho de 2013

VEJA AS EMPRESAS CAMPEÃ DE RECLAMAÇÕES: Um ano depois da proibição de vendas de planos por falta de qualidade no serviço, a insatisfação dos consumidores não diminuiu

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...


Ainda em busca do sinal20/07/2013 | 16h01

Telefonia: meta foi atingida, mas serviço não melhora

Um ano depois da proibição de vendas de planos por falta de qualidade no serviço, a insatisfação dos consumidores não diminuiu

Telefonia: meta foi atingida, mas serviço não melhora Diego Vara/Agencia RBS
Passados 12 meses, Rogério Donelli e a enteada Malu, que moram na zona sul de Porto Alegre, seguem com o mesmo problema: conseguir um sinal de qualidadeFoto: Diego Vara / Agencia RBS
Um ano após a decisão que suspendeu por 11 dias a venda de linhas de telefonia móvel no país, as empresas estão cumprindo a maioria das metas estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). Mas a insatisfação dos consumidores com a qualidade do serviço continua a mesma. É o caso de Rogério Donelli, que mora no bairro Ponta Grossa, zona sul de Porto Alegre, com a mulher Patrícia e a enteada Malu, de nove anos. O empresário contou em reportagem publicada no caderno Dinheiro, em agosto de 2012, as dificuldades para conseguir um sinal de qualidade. Quase um ano depois pouca coisa mudou.
– Antes, eu tinha linha de três operadoras. Agora, tenho de uma só, porque as outras duas não funcionam de jeito nenhum, então desisti. Mas o sinal que tem é muito inconstante. Entre 18h e 20h, por exemplo, é praticamente impossível usar o serviço – relata o empresário.
A advogada Danielle, filha de Rogério que mora do outro lado da cidade, no bairro Jardim Botânico, encontra os mesmos problemas de sinal que enfrentava no ano passado. Falar com o pai à noite continua complicado.
– Eu apelidei lá (o bairro onde o pai mora) de triângulo das bermudas. O sinal desaparece do nada. Nesse tempo que passou nada mudou, nem o preço da conta – afirma, ressaltando o alto valor das tarifas.
A constatação de que a qualidade do serviço não avançou no mesmo ritmo das linhas vendidas é reforçada pelos números. Em um ano, a quantidade de reclamações de usuários só diminuiu em relação a uma operadora na capital gaúcha, e a telefonia continua no topo da lista de queixas. No restante do país, o cenário não é diferente. De acordo com a associação de consumidores Proteste, o segmento soma 38% do total de reclamações.
– Infelizmente, não mudou muita coisa de um ano para cá. O sinal continua ruim nas grandes e pequenas cidades. O avanço foi na percepção do consumidor, que descobriu ter direitos e se deu conta da péssima qualidade do serviço oferecido – avalia Maria Inês Dolci, diretora do Proteste.
O curioso é que, apesar do número de reclamações e da percepção dos usuários sobre a qualidade do serviço continuar a mesma, grande parte das exigências estabelecidas pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi cumprida pelas operadoras.
Em relatório dos últimos três meses de 2012, divulgado em maio, a Anatel faz uma avaliação positiva sobre a maioria das metas impostas no Plano Nacional de Ação de Melhoria da Prestação do Serviço Móvel, assinado pelas empresas para que pudessem voltar a vender linhas em agosto de 2012. Para a diretora do Procon, Flávia do Canto Pereira, apesar de os consumidores não se sentirem satisfeitos, o serviço das operadoras está dentro do padrão mínimo exigido pela Anatel. Procon, Idec, Proteste e integrantes das comissões parlamentares de inquérito (CPIs) da Assembleia Legislativa e da Câmara de Vereadores da Capital têm um diagnóstico comum: o problema, agora, está na baixa exigência da agência reguladora.
– A saída é a agência exigir mais das empresas e ampliar as metas – afirma Flávia.
Eduardo Levy, presidente do Sindicato Nacional de Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (Sinditelebrasil) tem avaliação diferente.
– A Anatel segue parâmetros internacionais. Exige o mesmo que outros órgãos fora do país. O sinal é ruim em Porto Alegre. Sabemos disso. O que falta é antena. Mas como vamos instalar mais antenas se a lei da capital gaúcha impõe restrições ? – questiona.
Por meio de assessoria de imprensa, a Anatel informa que só se pronunciará na divulgação do balanço trimestral da qualidade da telefonia móvel, ainda sem data prevista. As operadoras delegam comentários ao Sinditelebrasil.
No Interior, as regras rígidas não existem em todas as cidades, mas os problemas com sinal, sim. Em Getúlio Vargas, no noroeste do Estado, Geferson Ernesto Pavinatto precisa ir até o quintal para conseguir falar ao telefone. O advogado também participou de reportagem publicada em Zero Hora no ano passado e continua tendo de sair da residência para obter sinal.
– Moro no centro da cidade e, dentro de casa, o sinal é muito ruim. Pega em um ponto da cozinha. Se eu me mexo, cai. Tenho de ir para a rua para poder falar – conta.
No escritório em que Pavinatto trabalha, o problema é semelhante. A solução encontrada para manter conversas mais longas com os clientes é antiga: o telefone fixo.
– O pior é não saber quando contar com o sinal. Esses dias fiquei a manhã inteira sem conseguir ligar. Certa vez, tocou o alarme da minha casa de madrugada. Quando fui usar o telefone, estava sem sinal. Por sorte, não foi nada – afirma.
Mais abaixo no mapa, em Pelotas, a dentista Aline Bonati Peters também enfrenta problemas para fazer ligações de celular. Dona de linhas das quatro operadoras, conta que o preço do serviço é inversamente proporcional à qualidade.
– Economizar é bom, mas ouvir chiado na linha incomoda. Principalmente se estou conversando com um cliente – avalia Aline.
Oi dispara na liderança de reclamações em Porto Alegre
12/07/2011 a 12/07/2012
Claro: 1.061 atendimentos
Oi: 849 atendimentos
Vivo: 389 atendimentos
TIM: 277 atendimentos
12/07/2012 a 12/07/2013
Oi: 905 atendimentos
Claro: 612 atendimentos 
Vivo: 549 atendimentos
TIM: 296 atendimentos
Fonte: Procon Porto Alegre
ZERO HORA

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