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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Suspeitos de extorsão, policiais civis presos depõem ao MP em Campinas

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...



17/07/2013 09h31 - Atualizado em 17/07/2013 10h39

Suspeitos de extorsão, policiais civis 


presos depõem ao MP em Campinas


Delegados do Denarc e investigadores serão ouvidos nesta quarta-feira.
Segundo promotores do Gaeco, eles recebiam mensalidade de traficantes.

Marcello CarvalhoDo G1 Campinas e Região
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Policiais da Corregedoria chegam com presos para depoimentos em Campinas  (Foto: Marcello Carvalho/G1)Policiais da Corregedoria chegam com presos para depoimentos em Campinas (Foto: Marcello Carvalho/G1)
Promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Campinas (SP) ouvem na manhã desta quarta-feira (17) dois delegados do Departamento Estadual de Repressão ao Narcotráfico (Denarc) de São Paulo (SP) e dois investigadores de polícia de Campinas. O grupo está entre os sete presos em uma operação do Ministério Público (MP) na segunda-feira (15) suspeitos de receberem um pagamento mensal de traficantes e também um valor anual que chegava a R$ 300 mil.
Os mandados de prisão foram expedidos pela Justiça de Campinas como medida necessária para a continuidade das investigações do Gaeco iniciadas em outubro do ano passado. Os policiais presos irão responder por formação de quadrilha armada, roubo, tortura e extorsão mediante sequestro, segundo o promotor Amauri Silveira Filho. Outros seis agentes continuam foragidos. Na tarde de terça-feira (16), a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) divulgou as fotos dos procurados.
Os investigadores Renato Teixeira Pinto e Mark de Castro Pestana foram alvo de investigação do Gaeco quando trabalhavam no 10º Distrito Policial de Campinas. Eles estão presos na capital paulista e foram levados para a sede do MP na madrugada desta quarta-feira. O advogado de defesa dos investigadores, Ralph Tórtima Sttetinger Filho, está no Gaeco.
O supervisor da Unidade de Inteligência do Denarc Clemente Calvo Castilhone Junior e o delegado do departamento Fábio Ancântara, que estão entre os cinco policiais civis de São Paulo presos na operação, também devem ser ouvidos pelos promotores em Campinas. O delegado-geral da Polícia Civil, Mauricio Blazeck, informou ao SPTV que Castilhone foi preso por suspeita de ter vazado informações que poderiam comprometer as investigações.
O advogado de defesa de Clemente Calvo Castilhone Junior, João Batista Augusto Junior, e os advogados de Fábio Ancântara, Márcio Sayed e Rodrigo Ventunole, acompanham os depoimentos dos clientes. Os defensores tiveram acesso ao relatório do Ministério Público, mas não se manifestaram sobre as medidas que serão tomadas em relação às prisões.
Os quatro policiais civis chegaram em Campinas por volta das 7h acompanhados pela Corregedoria da Polícia Civil, segundo o delegado divisionário Mitiaki Yamamoto, responsável pela escolta do grupo.
Ligação com Andinho
O promotor do Gaeco Amauri Silveira Filho afirmou que os policiais investigados por ligação com a quadrilha do narcotraficante Wanderson Nilson de Paula, o Andinho, cobravam "de R$ 200 mil a R$ 300 mil por ano em uma tacada e, depois, uma mensalidade em um valor pouco menor, de cerca de R$ 30 mil" em propina.
Somados os valores, o grupo de policiais receberia mais de meio milhão por ano. Segundo o corregedor-geral da polícia, Nestor Sampaio, parte dos suspeitos tem antecedentes criminais. Além de responder a esse novo processo criminal, eles serão alvo de processo administrativo que pode resultar em demissão.
Andinho cumpre, desde 2002, sentença de mais de 400 anos de prisão no presídio de segurança máxima de Presidente Venceslau, no interior do estado. Também foi preso nesta segunda em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, um "importante criminoso" suspeito de ter ligação Andinho. Ele teria planejado a morte de promotores do Gaeco.
Interceptações telefônicas autorizadas pela Justiça estão entre as provas contra os suspeitos. Segundo o promotor, a investigação foi instalada pelo Ministério Público em outubro de 2012 com objetivo de identificar traficantes de Campinas ligados a uma organização criminosa, mas no curso desse trabalho foram detectado possíveis desvios de conduta de policiais.
O promotor Amauri Filho diz que os policiais investigados realizaram várias ações para impedir o trabalho de investigação dos promotores. "Se tentou forjar evidências, constranger testemunhas e daí sobreveio a necessidade de procurar o Poder Judiciário e pedir a prisão temporária de alguns policiais", afirmou.

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