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domingo, 21 de julho de 2013

RIO — Os agentes do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) presos em uma operação da Corregedoria da PM

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...



Imagem de vídeo feito durante as investigações das propinas pedidas por policiais para liberar carros
Foto: Polícia Militar / Divulgação
Imagem de vídeo feito durante as investigações das propinas pedidas por policiais para liberar carros Polícia Militar / Divulgação
RIO — Os agentes do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv) presos em uma operação da Corregedoria da PM realizada com o apoio do Ministério Público estadual nesta quarta-feira chegavam a aceitar queijo, goiabada e até pares de sapato como pagamento para liberação de veículos irregulares. Segundo o MP, o valor da propina variava de R$ 20 a R$ 200, que era cobrado preferencialmente de motoristas de veículos de carga. Em troca, os agentes isentavam os profissionais de multa ou da apreensão dos veículos. Aos todo, nove agentes suspeitos de fazer parte do esquema foram presos.
De acordo o corregedor da PM, Waldyr Soares Filho, os agentes, que foram denunciados pelo PM pelas práticas de concussão (extorsão praticada por agente público) e de corrupção, tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça Militar. O corregedor informou, ainda, que todos foram presos em casa. Um deles estava em Minas Gerais.
As investigações da “Operação Mercúrio”, como foi denominada, foram realizadas pela própria Corregedoria da PM, em conjunto com as Promotorias de Justiça de Auditoria Militar do MP, que teve o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco). De acordo com a denúncia do Ministério Público, as irregularidades foram praticadas entre os dias 30 de julho e 28 de agosto no Posto de Controle de Trânsito Rodoviário 16, em Nova Friburgo, localizado no quilômetro 65 da Rodovia RJ-116.
O Comandante da Polícia Militar, coronel Erir Ribeiro da Costa Filho, explicou que fez questão de procurar o MP logo que soube do esquema de propinas.
“O Ministério Público abriu as portas para a PM mostrar que a Instituição não aceita mais esse tipo de atitude. Estamos na rua 24 horas, mas não é para roubar, é para dar segurança à população. Quando assumi o Comando avisei que ia acabar com a corrupção. Os policiais estão sendo vigiados, e quem não se comportar ou mudar vai perder o emprego”, disse em nota Costa Filho.
O promotor de Justiça Décio Alonso Gomes, do Gaeco, em entrevista coletiva no Quartel-General da Polícia Militar, disse que esses policiais não são os verdadeiros agentes da Lei.
“São bandidos, desviantes. Mas essa operação mostrou que a PM é capaz de se pautar pela ética e cortar na própria carne”, afirmou em nota o promotor Décio Alonso Gomes, do Gaeco.
Uma das ações descritas pelo MP se refere à abordagem de um caminhão basculante Mercedes-Benz, por volta das 15h40m do dia 22 de agosto. Um cabo e um soldado ameaçaram rebocar o veículo alegando que o motorista não portava o Certificado de Verificação do Tacógrafo (equipamento que registra a velocidade). Eles exigiram R$ 50 para a liberação do caminhão, e o dinheiro foi pago. Apesar das abordagens, não havia registros no Livro de Partes Diárias do Posto ou na Planilha de Abordagens e Notificações.
Ainda segundo MP, policiais da 7ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar filmaram os PMs cobrando e recebendo dinheiro de motoristas. Há imagens que mostram um dos policiais recebendo notas de R$ 10 de um motorista de Kombi e, em outra, um policial pega caixas de sapatos de uma van de entregas, depois de o motorista alegar não ter dinheiro.
A denúncia descreve ainda o caso de um motorista que, ao ser abordado pelos PMs do BPRv, explicou que não tinha dinheiro porque já havia pago propina a policiais de um posto na Avenida Brasil, em Santa Cruz. A vítima alegou que só tinha R$ 20 e foi orientado pelos PMs, segundo a denúncia, a deixar a quantia em dinheiro, assim como um queijo e uma goiabada, atrás de um muro.
Os policiais militares detidos foram levados para a sede do órgão, em São Gonçalo, onde foram submetidos a exame de corpo de delito. Em seguida, foram encaminhados para o Batalhão Especial Prisional (BEP), em Benfica, na Zona Norte.


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