Postagem em destaque

CARTA DE DEMISSÃO DA SENHORA PRESIDENTE DA REPÚBLICA (11.05.2016)

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rej...

domingo, 21 de julho de 2013

Prefeito doa terreno a jornal e vai assumir centro no Alemão Redação da Voz da Comunidade e centro AffroReggae foram incendiados. Em visita de surpresa, Paes disse ainda que não quer a ONG fechada.

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...





21/07/2013 13h55 - Atualizado em 21/07/2013 15h11

Prefeito doa terreno a jornal e vai assumir centro no Alemão

Redação da Voz da Comunidade e centro AffroReggae foram incendiados.
Em visita de surpresa, Paes disse ainda que não quer a ONG fechada.

Tahiane StocheroDo G1 Rio
4 comentários
O prefeito Eduardo Paes doou neste domingo (21) um terreno no conjunto de favelas do Morro do Alemão, na Zona Norte, para a reconstrução da redação do jornal Voz da Comunidade, destruída num incêndio na terça-feira (16) juntamente com uma pousada do AfroReggae. O prefeito fez uma visita de surpresa à comunidade e disse ainda que não vai aceitar o encerramento das atividades do grupo AfroReggae no Alemão, conforme havia anunciado o líder do grupo José Júnior, no sábado (20). Ele explicou que integrantes da ONG estavam sendo ameaçados.
Paes no Alemão (Foto: Tahiane Stochero/G1)Paes com René Silva, jovem que atua no jornal Voz da Comunidade, na área que será construída a nova sede do jornal no topo do Alemão (Foto: Tahiane Stochero/G1)
“Não quero nada fechado no Alemão. Vou ligar para José Jr. ainda hoje para ver o que pode ser feito. A Prefeitura vai assumir o centro comunitário”, disse. "Ninguém vai calar ninguém aqui, não tem nada disso", afirmou

Segundo Paes, o ataque ao prédio foi “uma ameaça isolada” que a polícia está investigando.
“O processo de pacificação é irreversível, é algo que nem o governo nem a população do Rio vai abrir mão. O que ocorreu foi num a ameaça isolada, e a polícia está investigando. Há quatro ou cinco anos, ninguém poderia ir ao Alemão, tinha que pedir autorização, avisar antes. Cheguei de surpresa e subi sem problema”, disse.

Paes visitou o complexo com René Silva, jovem que atua no jornal Voz da Comunidade e visitaram uma área no topo do morro do Adeus, junto à estação do teleférico no complexo do Alemão no morro, que será doado pela prefeitura. Além do terreno, Paes disse que ajudará o jovem a construir a nova sede do jornal.

"Já estávamos conversando sobre isso antes do incêndio, há algumas semanas", disse Paes. Segundo René, equipamentos da equipe foram recuperados do incêndio.
A Delegacia de Combate às Drogas (DCOD) instaurou investigação para apurar as denúncias feitas pelo coordenador da ONG AfroReggae de que o grupo teria sido expulso do Conjunto de Favelas do Alemão. No sábado (20), ele anunciou o fim das atividades da ONG na comunidade .
Segundo Junior, houve ameaças a integrantes da organização. "Dessa vez veio uma determinação para fechar o AfroReggae. Se isso não acontecesse, haveria morte, iriam explodir o prédio e matar as pessoas", disse Júnior em entrevista na sede do grupo, no Centro do Rio.
A ONG, que existe há mais de 20 anos, atuava para intermediar soluções entre o poder paralelo e a comunidade. A situação mudou, segundo seu porta-voz, quando o grupo denunciou o pastor Marcos Pereira, preso pela acusação de ter estuprado fiéis. A ONG passou a ser ameaçada.
Na terça-feira (16), o advogado do pastor Marcos Pereira, Marcelo Patrício, negou a acusação de envolvimento no ataque à pousada no Alemão. Ele afirmou que a declaração era uma forma de tentar sensibilizar o Judiciário, já que o pastor está em vias de ser libertado, após o processo de coação a que Marcos respondia ter sido anulado. Depois daquela data, o advogado foi procurado mas não mais se pronunciou.

POSTAGENS DE SERGIO VIANNA