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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Polícia investiga se assassino de advogada conhecia a vítima

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...



Morte em Porto Alegre26/07/2013 | 06h01

Polícia investiga se assassino de advogada conhecia a vítima

Grade e porta sem sinais de arrombamento são pista de crime cometido na noite de 14 de julho

Polícia investiga se assassino de advogada conhecia a vítima Mateus Bruxel/Agencia RBS
Corpo de mulher de 62 anos foi encontrado dentro de casa, no bairro Rubem BertaFoto: Mateus Bruxel / Agencia RBS
José Luís Costa
Portão sem corrente, porta da casa aberta e nenhum sinal de arrombamento. Este foi o cenário deixado pelo criminoso que roubou e matou a advogada e enfermeira aposentada Aida Maria da Graça Alvarez Galmarini, na noite de 14 de julho, no bairro Rubem Berta, na zona norte de Porto Alegre. Os indícios apontam que o assassino conhecia a vítima — até agora a única pista para desvendar o crime.
É possível que o comportamento solidário de Aida tenha atraído o bandido para a casa dela. Divorciada, mãe de duas filhas, aos 62 anos, Aida morava sozinha em uma casa cercada por árvores e rodeada de bichos de estimação no Parque Santa Fé. Radicada na comunidade havia 20 anos, com experiência em enfermagem, profissão que exerceu como servidora federal, ela costumava ajudar a quem lhe procurava.
— Como era enfermeira, estava sempre pronta para fazer um curativo, aplicar uma injeção. Uma pessoa muito solícita — lembra a advogada Gessi Dorneles, amiga da vítima.
 
Aida Maria da Graça Alvarez Galmarini
Foto: Arquivo pessoal
Além de prestativa com a vizinhança, Aida era apaixonada por animais e se sentia na obrigação de acolher a todos que apareciam na porta de casa ou cruzavam seu caminho. Antes de morrer, abrigava 16 gatos e três cachorros, motivo pelo qual seguia morando em uma casa, apesar de ter comprado um apartamento em outro bairro.
— A filha mais moça tinha sofrido muitos assaltos no Parque Santa Fé e se mudou. E a gente fez de tudo para a Aida sair de lá, mas ela jamais aceitou por causa dos bichos — acrescenta Gessi.
Aida não cedeu aos apelos de familiares e amigos e preparava uma reforma na casa. Momentos antes da morte, ela falou pela última vez com uma das filhas por telefone, por volta das 19h daquele anoitecer de domingo. Horas depois, não atendeu mais o celular.
Na segunda-feira, 15 de julho, foram pedreiros que consertavam o telhado da moradia os primeiros a desconfiar de que algo estava errado. Os operários encontraram o portão aberto, chamaram por Aida, mas ela não os atendeu. Um vizinho foi até o local, encontrou a porta da casa aberta, e o corpo da advogada no chão perto da pia da cozinha.
Aida tinha um corte na cabeça, ao que tudo indica, provocado por uma pedra ou tijolo, corte no pescoço, possivelmente por um objeto perfurante, e ferimentos no abdômen e em um dos braços.
— Ela deve ter lutado com o criminoso— opina Gessi.
O caso, que começou a ser tratado como assassinato, evoluiu para latrocínio (roubo com morte) após a família de Aida constatar o sumiço de uma TV, um notebook e cartões bancários. O delegado André Mocciaro, que responde interinamente pela 22ª Delegacia da Polícia Civil (situado no Porto Seco), evita comentar as buscas ao criminoso.
— O que posso dizer é que temos três linhas de investigações bem sólidas — resumiu.
A brutalidade do crime assustou quem vive nas redondezas. O aposentado Agenor Otto, 71 anos, diz que os moradores estão apavorados, e a Brigada Militar reforçou o policiamento na região. Em meio aos lamentos pela morte de Aida, Otto diz que os amigos estão se revezando para dar comida e água aos bichos e organizaram uma lista de doações dos animais.
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