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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Líder de caminhoneiros desiste de bloquear rodovias

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...



Líder de caminhoneiros desiste de bloquear rodovias

  • Mas, segundo Nélio Botelho, motoristas vão manter paralisação fora das estradas


Caminhoneiros durante protesto na Rodovia Castello Branco, na segunda-feira Foto: Reprodução/TV Globo
Caminhoneiros durante protesto na Rodovia Castello Branco, na segunda-feiraReprodução/TV Globo
RIO — O presidente do Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC), Nélio Botelho, anunciou na manhã desta quinta-feira que os motoristas de caminhões vão desbloquear as estradas. Em entrevista ao GLOBO, no entanto, Botelho afirmou que a paralisação continuará. Entre as reivindicações estão a redução do preço do diesel e dos preços dos pedágios, entre outras.
— Vamos ficar estacionados fora das estradas. Mas não é no acostamento. O governo está mandando a polícia até no acostamento. Se o governo não quer negociar e está mandando a polícia agir, temos que dançar conforme a música — disse ele.
Botelho está em Brasília. O presidente da MUBC aguarda ser chamado para uma reunião com o governo federal:
— Estamos abertos para negociar. Não estamos fechados para ninguém.
No Rio Grande do Sul, a Polícia Rodoviária Federal prendeu 10 caminhoneiros durante a madrugada desta quinta-feira. Eles são suspeitos de bloquear estradas e participar de protestos em duas rodovias do estado. Os casos ocorreram na BR 392, em Canguçu, e na BR 116, na região de Pelotas. Alguns deles atiraram pedras contra carros da polícia. Na noite de quarta-feira, por volta de 21h, um caminhoneiro foi morto depois de passar por um bloqueio na BR 116, em Cristal.
Na última quarta-feira, Botelho havia tido que teria chances de novos bloqueios em rodovias. Ele contou que a falta de diálogo com o governo deixou muitos caminhoneiros indignados.
— Há fatos que são inesperados. Somos vítimas de todo esse processo. A maior arma é o diálogo. A não abertura de um diálogo provoca a violência. E isso não vai resolver os problemas — ressaltou Botelho.


Em 1985 e 1993, Nélio Botelho organizou greves que só terminaram quando o Exército foi acionado. Em uma delas, chegou a ser preso. Botelho já disse que tem “alergia à política”, mas aprendeu a mobilizar centenas de caminhoneiros pelo Brasil na base do discurso.
Em 1988, Botelho ajudou a fundar uma cooperativa que reúne caminhoneiros autônomos, e, em 1997, fundou o Movimento União Brasil Caminhoneiro. A entidade funciona na sede da cooperativa fundada por Botelho, no quilômetro zero da Rodovia Presidente Dutra, no Rio. Ele não quis comentar sobre a intenção da Advocacia Geral da União (AGU) pedir a reintegração de posse deste terreno na Via Dutra.
— Eu ainda vou analisar este caso — disse Botelho ao GLOBO.
Mineiro de Araxá, Botelho foi motorista de caminhão entre 1970 e 1980. Durante esse período viu de perto as dificuldades enfrentadas pelos colegas. A paralisação de 1985 acabou ajudando a criar os primeiros sindicatos da categoria. Até aquela época, os caminhoneiros eram vinculados aos sindicatos dos taxistas.





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