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domingo, 14 de julho de 2013

Justiça egípcia interroga Mursi sobre fuga da prisão em 2011

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...


  atualizado às 09h49

Justiça egípcia interroga Mursi sobre fuga da prisão em 2011

O Exército egípcio depôs Mursi após manifestações em massa exigindo a sua saída Foto: Getty Images
Exército egípcio depôs Mursi após manifestações em massa exigindo a sua saída
Foto: Getty Images
A justiça egípcia começou a interrogar neste domingo o presidente deposto Mohamed Mursi e outros membros da Irmandade Muçulmana sobre as circunstâncias da sua fuga da prisão durante a revolta de 2011, informaram fontes judiciais.
A investigação é uma resposta às acusações de que Mursi e outros altos funcionários escaparam da prisão de Wadi Natrun, no noroeste do Cairo, durante a insurreição de janeiro de 2011, e pretende apurar se a Irmandade teve a ajuda de grupos estrangeiros, como o Hezbollah libanês ou Hamas palestino, segundo as mesmas fontes.
O interrogatório do presidente islamita deposto por um golpe de Estado em 3 de julho acontece em um local secreto, indicaram.
No sábado, fontes judiciais informaram que o novo procurador-geral analisava queixas contra Mohamed Mursi e a Irmandade Muçulmana por "espionagem", "incitação ao assassinato de manifestantes" e "má gestão econômica". Esta análise poderia levar à abertura oficial de uma investigação.
O Exército egípcio depôs Mursi após manifestações em massa exigindo a sua saída. Seus partidários continuam a protestar contra o golpe militar e a tensão prossegue em todo o país.
Segundo as autoridades, Mursi está "seguro" e é tratado "com dignidade". As negociações para a formação do governo interino egípcio se intensificaram no sábado e o governo pode ser anunciado na terça ou quarta-feira.
O primeiro-ministro Hazem Beblawi se reuniu e com alguns futuros ministros, e as consultas devem continuar neste domingo.
O novo poder Executivo terá 30 membros, segundo Bablawi, que indicou que suas prioridades serão: restaurar a segurança, garantir o fornecimento de bens e serviços e preparar eleições legislativas e presidenciais.
Segundo fontes oficiais citadas pela agência Mena, o ministro do Interior, Mohamed Ibrahim, e, especialmente, o da Defesa, o general Abdel Fatah al-Sissi, deve permancer em seus respectivos cargos.
O Prêmio Nobel da Paz Mohamed ElBaradei, um dos líderes da oposição ao presidente deposto Mohamed Mursi, foi empossado neste domingo como vice-presidente encarregado das relações internacionais do Egito, de acordo com o anúncio da presidência interina.
Os esforços para a formação do novo governo refletem o compromisso das autoridades de seguir em frente, apesar dos protestos em favor de Mursi. "Haverá novas manifestações", declarou o porta-voz da Irmandade Muçulmana, Tareq al-Muri. "Serão eventos pacíficos", disse.
Sexta-feira, dezenas de milhares de manifestantes se reuniram para exigir o retorno do presidente islamita, mais de uma semana depois de sua destituição por parte do Exército e do anúncio de um processo de transição.
Os partidários de Mursi se reuniram para a primeira sexta-feira do Ramadã em frente a uma mesquita do Cairo, enquanto os opositores convocaram uma demonstração de força na Praça Tahrir, no final da noite, aproveitando a ruptura do jejum.
Durante todo o dia, uma grande multidão permaneceu reunida em frente à mesquita Rabaa al-Adawiya, no bairro de Nasr City, ocupado por partidários do presidente deposto.
"Estamos aqui para dizer aos militares que não renunciaremos à legitimidade" do primeiro presidente democraticamente eleito do país, declarou Ashraf Fangary. "Vamos defender Mursi com o nosso sangue", acrescentou Mohamed Yousry.
"Vamos permanecer nas ruas por um mês, dois meses ou até um ano ou dois, se necessário", disse à multidão o líder islamita Safwat Hegazi. Ele reiterou as exigências da Irmandade Muçulmana: o imediato retorno de Mursi; a realização de eleições legislativas; e a criação de uma comissão de reconciliação nacional.

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