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quarta-feira, 24 de julho de 2013

Jornada Mundial da Juventude tem segurança reforçada

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...



Jornada Mundial da Juventude tem segurança reforçada

O evento contará com uma medida especial que dá às Forças Armadas plenos poderes para atuar num raio de 7 km do Campus Fidei.

Por Nelza Oliveira para Infosurhoy.com - 19/07/2013


       O governo do estado do Rio de Janeiro suspenderá as férias e licenças dos policiais militares para aumentar o efetivo durante a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho. Acima, militares do Bope posam em frente ao Cristo Redentor, depois de um treinamento no local. (Christophe Simon/AFP)
O governo do estado do Rio de Janeiro suspenderá as férias e licenças dos policiais militares para aumentar o efetivo durante a Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho. Acima, militares do Bope posam em frente ao Cristo Redentor, depois de um treinamento no local. (Christophe Simon/AFP)
RIO DE JANEIRO, Brasil – A Secretaria de Segurança Pública do estado do Rio classificou a segurança para a 28a Jornada Mundial da Juventude (JMJ), de 23 a 28 de julho, como a mais complexa operação policial da história do Rio de Janeiro.
Para garantir a segurança de cerca de 2 milhões de peregrinos, a JMJ contará com o reforço de 7.000 policiais civis e militares.
O governo do estado do Rio suspenderá as férias e licenças dos policiais militares no período para aumentar o efetivo. Os policiais envolvidos receberão um valor extra, chamado de Regime Adicional de Serviço (RAS), concedido aos servidores que trabalham em jornadas extraordinárias de serviço. A prefeitura decretou quatro dias de feriado entre 23 a 29 de julho. O primeiro e o último serão parciais, a partir das 16h e até o meio-dia, respectivamente. Nos dias 25 e 26, a folga será integral.
O planejamento começou há quase um ano, diz Roberto Alzir, subsecretário de Grandes Eventos da Secretaria de Segurança.
Em reuniões da Comissão Estadual de Segurança para Grandes Eventos, foram montadas as ações nas áreas de planejamento, capacitação, logística, inteligência e tecnologia.
“Além de diversas aquisições e investimentos, iniciamos no primeiro semestre de 2012 um intenso intercâmbio de informações e cursos de capacitação com o Corpo Nacional de Polícia da Espanha, país sede da última JMJ”, diz o subsecretário. “Tudo isso nos permitiu elaborar um planejamento robusto com os demais órgãos de Segurança Pública e Defesa.”

       Nas escadas do Cristo Rendentor, no Rio de Janeiro, católicos sobem com a cruz Mundial da Juventude que em 1984 o papa João Paulo II entregou aos jovens brasileiros. A Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho, terá a segurança reforçada. (Christophe Simon/AFP)
Nas escadas do Cristo Rendentor, no Rio de Janeiro, católicos sobem com a cruz Mundial da Juventude que em 1984 o papa João Paulo II entregou aos jovens brasileiros. A Jornada Mundial da Juventude, de 23 a 28 de julho, terá a segurança reforçada. (Christophe Simon/AFP)
Caso os protestos que se alastraram pelo país durante a Copa das Confederações ganhem força na JMJ, novos ajustes poderão ser feitos no esquema de segurança ou na programação do Papa.
“Se necessário, temos forças de contingência, que já estavam previstas e poderão ser acionadas”, explica o subsecretário.
O Ministério da Defesa, sob coordenação do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), disponibilizou Exército, Marinha e Aeronáutica para atuarem no evento tanto no Rio como em Aparecida do Norte, no estado de São Paulo, onde o Papa Francisco irá celebrar uma missa na Basílica de Aparecida.
A operação de segurança no Rio contará com a participação de 10.266 militares, sendo 7.738 do Exército, 1.924 da Marinha e 604 da Aeronáutica. Inicialmente seriam 8.500 homens, quantidade que já havia sido aumentada para 9.700 por conta dos protestos.
Cerca de 400 homens da 9ª Brigada de Infantaria vão atuar no altar do Campus Fidei (Campo da Fé, em latim), onde o Papa Francisco rezará a missa de encerramento da JMJ, em Guaratiba, na Zona Oeste da cidade.
O Campus Fidei é um terreno de mais de 1,3 milhão de m² que sediará a vigília, além da missa, em 27 e 28 de julho.
Exército: Plenos poderes

       As Forças Armadas terão plenos poderes para atuar como polícia num raio de 7 km do Campus Fidei, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o Papa Francisco vai rezar uma missa. Acima, um fuzileiro naval participa de um treinamento com armas químicas. (Vanderlei Almeida/AFP)
As Forças Armadas terão plenos poderes para atuar como polícia num raio de 7 km do Campus Fidei, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde o Papa Francisco vai rezar uma missa. Acima, um fuzileiro naval participa de um treinamento com armas químicas. (Vanderlei Almeida/AFP)
A ideia inicial da Arquidiocese do Rio era contratar seguranças de uma empresa privada para trabalhar dentro do Campus Fidei. Mas a Garantia da Lei e da Ordem (GLO), aprovada pela presidente Dilma Rousseff e publicada no Diário Oficial da União em 8 de julho, mudou o quadro. A medida dará plenos poderes às Forças Armadas para atuar como polícia num raio de 7 km do Campus Fidei.
O Exército terá, então, 1.500 militares no local com essa função, enquanto a Força Nacional de Segurança terá cerca de 1.300 homens.
Em Copacabana, os dois atos centrais - Missa de Acolhida ao Papa, no dia 25, Via Sacra, no dia 26 - receberão cerca de 1,5 milhão de peregrinos.
Para os atos do Campus Fidei, que fica a 60 km do Centro do Rio, são esperados 1,2 milhão.
“Tudo é preocupante”, disse o prefeito Eduardo Paes. “Você imagina que Copacabana vai ter um Natal e dois Réveillons ao mesmo tempo. Depois, Guaratiba tem mais um Réveillon.”

       Em 18 de julho, o General do Exército José Alberto Costa Abreu anunciou que ninguém poderá entrar usando máscara no Campus Fidei. Máscaras do Papa (acima) estão sendo vendidas em lojas do Rio de Janeiro desde abril. (Christophe Simon/AFP)
Em 18 de julho, o General do Exército José Alberto Costa Abreu anunciou que ninguém poderá entrar usando máscara no Campus Fidei. Máscaras do Papa (acima) estão sendo vendidas em lojas do Rio de Janeiro desde abril. (Christophe Simon/AFP)
Em Aparecida do Norte, estão previstos 4.040 militares das três Forças Armadas.
Nos lugares onde o papa vai passar, os militares farão a defesa aeroespacial, marítima e fluvial e o controle do espaço aéreo. Eles também atuarão na defesa contra ameaças químicas, biológicas, radiológicas e nucleares, além de explosivos e ataques cibernéticos. O papa também será acompanhado por 400 policiais militares por onde passar.
Seis helicópteros do Exército e dois da Marinha serão utilizados, além de dois helicópteros Olho de Águia, aeronave com câmera que transmite imagens em tempo real para o Centro de Coordenação Integrado de Segurança, e dois Vants (veículos aéreos não tripulados).
O Ministério da Defesa dividiu a operação em dez eixos de atuação e anunciou que as três Forças Armadas atuarão na defesa de 18 estruturas estratégicas (abastecimento de água, transporte, energia e telecomunicações, entre outras).
Mais de 5 milhões de pessoas, incluindo 800.000 turistas, vão circular pela cidade durante a JMJ.
“Temos convicção de que o evento transcorrerá de maneira segura, pacífica e organizada, tendo em vista o que representa a figura do Papa e o próprio espírito da JMJ”, assegura Alzir.

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