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terça-feira, 16 de julho de 2013

Hungria quer ver-se livre do FMI

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...


Hungria quer ver-se livre do FMI
16 Julho 2013, 18:12 por Inês Balreira | inesbalreira@negocios.pt

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As relações entre o Governo húngaro e o FMI nunca foram as melhores e esta segunda-feira deterioraram-se ainda mais. O governador do banco central da Hungria solicitou à entidade liderada por Christine Lagarde o fecho do escritório em Budapeste, alegando que já não é necessário.
Gyorgy Matolcsy, governador do Magyar Nemzeti Bank, o banco central da Hungria, escreveu esta segunda-feira a Christine Lagarde, solicitando o fecho do escritório do Fundo Monetário Internacional (FMI) na capital do país. De acordo com Matolcsy, “não é necessário manter” a entidade monetária na Hungria, escreve o “Der Spiegel”.

Durante a crise financeira de 2008, a Hungria contraiu um empréstimo junto do FMI, da União Europeia (UE) e do Banco Mundial, num total de 20 mil milhões de euros. Do montante global, 12,4 mil milhões de euros (ao câmbio da altura) foram concedidos pelo FMI.

O Governo liderado por Viktor Orbán afirmou que vai pagar a quantia do empréstimo em falta ao FMI até ao final do ano. De acordo com a agência que gere a dívida húngara, o país tem ainda de pagar duas tranches de cerca de 913 milhões de euros cada ao Fundo no terceiro e no quarto trimestre do ano e mais 299 milhões no primeiro trimestre de 2014, ano de eleições, refere a Reuters.

Sobre a carta enviada para a directora do FMI, uma porta-voz da entidade afirmou que a estadia da representante do Fundo no país, Iryna Ivaschenko, terminava em Agosto e que “a presença do FMI nos países membros depende do convite das autoridades e o FMI não vai substituir Ivaschenko”, cita a Reuters.

No documento, o governador do banco central da Hungria escreve que o Governo conseguiu limitar o défice abaixo dos 3% do PIB exigidos pela UE e bem como reduzir a dívida pública. “Deixe-me utilizar esta oportunidade para agradecer pessoalmente pelos seus esforços em fazer o máximo durante o seu mandato para promover o crescimento económico”, escreveu Matolcsy a Lagarde.

Desde que Orbán se tornou primeiro-ministro, em 2010, a Hungria tem tido problemas em manter relações cordiais com as instituições internacionais. O Governo de Orbán aprovou uma nova Constituição e várias leis que cercearam a democracia, os poderes do Tribunal Constitucional, o sistema de justiça e as liberdades dos órgãos de informação.

O Parlamento Europeu e a Comissão Europeia têm acusado o actual Governo da Hungria de “comportamentos anti-democráticos” e iniciaram várias acções contra o País por não respeitar os tratados europeus.

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