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quinta-feira, 18 de julho de 2013

Coreia do Norte pede liberação de navio com armas de Cuba

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...



  atualizado às 09h58

Coreia do Norte pede liberação de navio com armas de Cuba

As imagens reproduzidas na televisão local mostraram parte das armas achadas, uns artefatos grandes e alongados de cor verde, arrematados com uma ponta cônica, que estavam ocultos sob as lonas Foto: EFE
As imagens reproduzidas na televisão local mostraram parte das armas achadas, uns artefatos grandes e alongados de cor verde, arrematados com uma ponta cônica, que estavam ocultos sob as lonas
Foto: EFE
Pyongyang se pronunciou nesta quinta-feira pela primeira vez sobre o navio norte-coreano retido no Panamá para exigir a liberação da embarcação, de sua tripulação e das armas procedentes de Cuba cujo envio, assegurou, corresponde a um "contrato legítimo" entre as partes.
Através de um comunicado assinado por um porta-voz do Ministerio das Relações Exteriores e divulgado pela agência estatal KCNA, o regime de Kim Jong-un aderiu à versão de Havana de que a embarcação, retida pelas autoridades panamenhas, levava armamento russo antigo para ser reparado na Coreia do Norte e que depois seria devolvido à Havana.
O regime de Pyongyang, que exigiu a liberação "sem demora" da embarcação e de seus 35 tripulantes, defendeu a legalidade do envio afirmando que existe um "contrato legítimo" com Cuba e acusou o Panamá de "assaltar" o navio "sob o pretexto de buscar drogas" que não foram encontradas.
A embarcação norte-coreana "Chong Chon Gang" permanece sob investigação desde a segunda-feira passada, quando as autoridades panamenhas encontraram material bélico oculto em contêineres com 10 mil toneladas de açúcar, o que seria uma violação das resoluções da ONU que proíbem Pyongyang de comerciar armamento.
As autoridades do Panamá prosseguem suas investigações sobre o caso e no dia 5 de agosto chegará ao país uma comissão de especialistas da ONU para analisar o armamento.
Havana e Pyongyang se defendem afirmando que a carga do Chong Chon Gang é legítima, pois se trata do envio de peças obsoletas para serem reparadas e posteriormente devolvidas.
No entanto, o Panamá revelou que a embarcação só declarou, na sua entrada, a carga de açúcar e omitiu o material bélico, por isso as autoridades panamenhas consideram que se trata de um caso de "contrabando", e criticou Cuba por não ter declarado previamente o armamento oculto nos porões da embarcação.
O governo dos Estados Unidos recebeu um pedido de assistência das autoridades panamenhas e está disposto a cooperar "da melhor forma possível", disse uma porta-voz do Departamento de Estado, que anunciou conversas com Cuba sobre o caso.
Na Coreia do Sul, o governo descartou hoje formular "hipóteses prematuras" sobre o armamento encontrado no navio do Norte, mas declarou que espera que o Panamá e o Comitê de Sanções do Conselho de Segurança da ONU "avancem de maneira rápida e eficaz com os procedimentos" relativos ao caso.
O regime norte-coreano está expressamente proibido de comerciar armamentos em virtude das diversas resoluções estabelecidas pela ONU como punição aos testes nucleares e de mísseis de longo alcance do país comunista.
Desde a primeira, emitida em 2006, até a última, em março deste ano, as resoluções da ONU intensificaram tanto as restrições sobre o comércio de armas da Coreia do Norte como as inspeções de seus navios, além do congelamento de ativos supostamente relacionados com seu programa de mísseis.

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