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Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rej...

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Cartel Los Zetas representa ameaça fatal aos migrantes

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...




Cartel Los Zetas representa ameaça fatal aos migrantes

Suposto líder do Los Zetas, Miguel Ángel Treviño Morales é acusado de sequestrar e matar 265 migrantes centro e latino-americanos nos últimos anos.

Por Elsa Fiona para Infosurhoy.com - 22/07/2013


       Cartel Los Zetas costuma cobrar US$ 100 de migrantes para colocá-los em trens que os levam para o norte, rumo aos Estados Unidos. Acima, guarda vigia migrantes para impedir que embarquem. (Yuri Cortez/AFP)
Cartel Los Zetas costuma cobrar US$ 100 de migrantes para colocá-los em trens que os levam para o norte, rumo aos Estados Unidos. Acima, guarda vigia migrantes para impedir que embarquem. (Yuri Cortez/AFP)
HUEHUETOCA, México – O migrante hondurenho Samuel Alberto Centeno não planejava trocar sua vida por dinheiro, garotas e drogas.
Centeno caminhava ao longo dos trilhos de trem pelo México, em direção à fronteira com os EUA, quando ele e outros migrantes foram abordados por grupos armados do cartel Los Zetas.
“Eles queriam que trabalhássemos com eles, se é que você entende o que quero dizer”, diz Centeno, 19 anos, em um abrigo para migrantes no município de Huehuetoca, no estado do México.
Segundo Centeno, ninguém de seu grupo aceitou uma oferta que provavelmente os levaria à morte. Grupos de narcotraficantes, especialmente os ultraviolentos Los Zetas, costumam usar falsas ofertas de emprego para sequestrar migrantes e cobrar resgates – ou pior.
“Nós nos recusamos, mas outros foram embora com eles”, conta Centeno.
Não se sabe quantos migrantes morrem por ano nas mãos dos cartéis e grupos de crime organizado. As autoridades mexicanas prenderam recentemente um homem que teria sequestrado e matado 265 migrantes das Américas do Sul e Central nos últimos anos.
Miguel Ángel Treviño Morales, o suposto líder do cartel Los Zetas, foi capturado por fuzileiros navais mexicanos na região de Nuevo Laredo, no estado de Tamaulipas, nordeste do México, em 15 de julho.
Autoridades descreveram Treviño Morales, que nasceu em Nuevo Laredo, mas passou parte de sua vida na cidade de Dallas, no estado americano do Texas, como um assassino brutal que gostava de “cozinhar” seus inimigos jogando-os em contêineres com óleo e combustível e depois ateando fogo.
Treviño Morales, que seria responsável por 2.000 homicídios, de acordo com uma acusação apresentada em um tribunal dos EUA, é apontado como o principal chefão das drogas detido desde que Peña Nieto assumiu a presidência do México, em dezembro passado.
O principal alvo de Treviño Morales e seus associados do Los Zetas são os 200.000 migrantes que atravessam o México todo ano em busca de melhores oportunidades, de acordo com o Ministério do Interior do país. Geralmente pobres, os migrantes não podem pagar a taxa de US$ 100 exigida pelos cartéis. Já as gangues lhes cobram para colocá-los em trens – administrados por empresas desavisadas – que os levam à fronteira com os Estados Unidos.
Os migrantes, em geral, não têm outra opção a não ser tornar-se as próximas vítimas de um cartel.
“Como as pessoas não têm dinheiro para pagar pela viagem, o recrutamento está se tornando outra maneira de pagar a esses grupos”, diz Nancy Pérez, diretora da organização sem fins lucrativos Sin Fronteras, que ajuda os migrantes. “Em muitos casos, você entra [para o grupo criminoso] ou eles matam você ou um membro de sua família.”
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 400.000 migrantes centro-americanos entram por ano no México.
Em agosto de 2010, 72 migrantes ilegais foram mortos a tiros por membros do Los Zetas em Tamaulipas. Treviño Morales foi acusado pelo sequestro e morte das vítimas.
O único sobrevivente do massacre, um migrante do Equador, disse que o grupo foi sequestrado e executado pelos captores, pois os migrantes não podiam pagar a quantia exigida pela gangue e se recusaram a trabalhar para ela.

       Miguel Ángel Treviño Morales, o suposto líder do Los Zetas, foi detido em 15 de julho pela Marinha do México na região de Nuevo Laredo, no estado de Tamaulipas, nordeste do país. Ele é acusado de sequestrar e matar 265 migrantes centro e sul-americanos nos últimos anos. (Marinha do México/HO/AFP)
Miguel Ángel Treviño Morales, o suposto líder do Los Zetas, foi detido em 15 de julho pela Marinha do México na região de Nuevo Laredo, no estado de Tamaulipas, nordeste do país. Ele é acusado de sequestrar e matar 265 migrantes centro e sul-americanos nos últimos anos. (Marinha do México/HO/AFP)
Segundo a imprensa mexicana, centro-americanos vêm sendo presos por colaborar com organizações de tráfico de drogas ou de pessoas. Mas a Procuradoria-Geral do México não divulgou dados sobre o número de centro-americanos atualmente mantidos em presídios mexicanos sob acusação de tráfico, de acordo com aAFP.
“Às vezes, as pessoas são recrutadas porque não têm dinheiro”, diz um hondurenho que está em um abrigo, sem revelar sua identidade. “Às vezes, membros dos Zetas se infiltram nos abrigos. Algumas pessoas que eles levam não têm outra escolha, [pois] não querem morrer de fome.”
O recrutamento de migrantes para os grupos criminosos e cartéis do México é apenas uma das novas tendências na contínua luta do país contra as drogas, que já deixou cerca de 70.000 mortos desde 2006. Mas Peña Nieto prometeu acabar com a onda de violência que atinge grande parte do país.
O que virá?
Mas como a prisão de Treviño Morales, que usa o codinome “Z-40,” afeta o destino dos migrantes que seguem as linhas de trem?
O Los Zetas trava uma guerra sangrenta contra o cartel de Sinaloa, liderado pelo fugitivo mais procurado do México, Joaquín “El Chapo” Guzmán Loera, pelo controle das lucrativas rotas de contrabando. O Los Zetas, que constantemente recruta novos membros, agora precisa de um novo líder.
O irmão de Treviño Morales, Omar “Z-42” Treviño, deve substituí-lo no topo da hierarquia do cartel. Isso significa que a violência contra os migrantes provavelmente vai continuar.
Omar, 39 anos, é acusado de cometer 1.000 assassinatos e é conhecido por ser tão violento quanto seu irmão mais velho. Treviño Morales tinha assumido a liderança havia oito meses, quando seu antecessor, Heriberto Lazcano, morreu em uma troca de tiros com fuzileiros navais mexicanos no estado de Coahuila, norte do país.
“Omar poderia entrar e tomar o poder relativamente rápido. Ou alguém de dentro dos Zetas poderia ver isso como uma oportunidade de entrar e, nesse caso, haveria disputas internas”, afirma Sylvia Longmire, ex-agente especial da Força Aérea dos EUA e autora de “Cartel: The Coming Invasion of Mexico’s Drug Wars” (Cartel: A Iminente Invasão da Guerra das Drogas no México).
Mas, se Omar assumir o poder, provavelmente retomará o que seu irmão deixou para trás.
“Omar é tão cruel como seu irmão, embora não tenha as habilidades de organização que seu irmão tinha”, disse Mike Vigil, ex-chefe de operações internacionais da Agência Antidrogas dos EUA (DEA), àAFP. “Ele foi criado e tutelado por Miguel Ángel Treviño Morales sobre como usar a violência indiscriminada para intimidar outras organizações criminosas e forças de segurança. É um indivíduo que provavelmente vai usar as mesmas táticas de seu irmão para consolidar o poder.”
Mas o cartel de Sinaloa poderia ver a instabilidade do Los Zetas como uma chance para tirar seus rivais do negócio.
“El Chapo pode dizer que este é o momento oportuno e perfeito para atacar enquanto há um vazio de liderança”, diz Sylvia Longmire. “Isso deixa várias oportunidades para um aumento da violência no curto prazo.”
Ricardo Ravelo, jornalista mexicano autor de um livro sobre o Los Zetas, diz que as autoridades devem continuar a perseguir o cartel.
“Ainda não sabemos se os Zetas vão entrar em um período de crise ou uma guerra interna pela sucessão”, afirma. “Os Zetas estão muito bem- estabelecidos. A detenção de Treviño Morales não significa que o cartel acabou.”
A Agence France-Presse colaborou nesta reportagem.

Suposto líder do Los Zetas, Miguel Ángel Treviño Morales é acusado de sequestrar e matar 265 migrantes centro e latino-americanos nos últimos anos.

Por Elsa Fiona para Infosurhoy.com - 22/07/2013


       Cartel Los Zetas costuma cobrar US$ 100 de migrantes para colocá-los em trens que os levam para o norte, rumo aos Estados Unidos. Acima, guarda vigia migrantes para impedir que embarquem. (Yuri Cortez/AFP)
Cartel Los Zetas costuma cobrar US$ 100 de migrantes para colocá-los em trens que os levam para o norte, rumo aos Estados Unidos. Acima, guarda vigia migrantes para impedir que embarquem. (Yuri Cortez/AFP)
HUEHUETOCA, México – O migrante hondurenho Samuel Alberto Centeno não planejava trocar sua vida por dinheiro, garotas e drogas.
Centeno caminhava ao longo dos trilhos de trem pelo México, em direção à fronteira com os EUA, quando ele e outros migrantes foram abordados por grupos armados do cartel Los Zetas.
“Eles queriam que trabalhássemos com eles, se é que você entende o que quero dizer”, diz Centeno, 19 anos, em um abrigo para migrantes no município de Huehuetoca, no estado do México.
Segundo Centeno, ninguém de seu grupo aceitou uma oferta que provavelmente os levaria à morte. Grupos de narcotraficantes, especialmente os ultraviolentos Los Zetas, costumam usar falsas ofertas de emprego para sequestrar migrantes e cobrar resgates – ou pior.
“Nós nos recusamos, mas outros foram embora com eles”, conta Centeno.
Não se sabe quantos migrantes morrem por ano nas mãos dos cartéis e grupos de crime organizado. As autoridades mexicanas prenderam recentemente um homem que teria sequestrado e matado 265 migrantes das Américas do Sul e Central nos últimos anos.
Miguel Ángel Treviño Morales, o suposto líder do cartel Los Zetas, foi capturado por fuzileiros navais mexicanos na região de Nuevo Laredo, no estado de Tamaulipas, nordeste do México, em 15 de julho.
Autoridades descreveram Treviño Morales, que nasceu em Nuevo Laredo, mas passou parte de sua vida na cidade de Dallas, no estado americano do Texas, como um assassino brutal que gostava de “cozinhar” seus inimigos jogando-os em contêineres com óleo e combustível e depois ateando fogo.
Treviño Morales, que seria responsável por 2.000 homicídios, de acordo com uma acusação apresentada em um tribunal dos EUA, é apontado como o principal chefão das drogas detido desde que Peña Nieto assumiu a presidência do México, em dezembro passado.
O principal alvo de Treviño Morales e seus associados do Los Zetas são os 200.000 migrantes que atravessam o México todo ano em busca de melhores oportunidades, de acordo com o Ministério do Interior do país. Geralmente pobres, os migrantes não podem pagar a taxa de US$ 100 exigida pelos cartéis. Já as gangues lhes cobram para colocá-los em trens – administrados por empresas desavisadas – que os levam à fronteira com os Estados Unidos.
Os migrantes, em geral, não têm outra opção a não ser tornar-se as próximas vítimas de um cartel.
“Como as pessoas não têm dinheiro para pagar pela viagem, o recrutamento está se tornando outra maneira de pagar a esses grupos”, diz Nancy Pérez, diretora da organização sem fins lucrativos Sin Fronteras, que ajuda os migrantes. “Em muitos casos, você entra [para o grupo criminoso] ou eles matam você ou um membro de sua família.”
Segundo a Organização Internacional para as Migrações (OIM), 400.000 migrantes centro-americanos entram por ano no México.
Em agosto de 2010, 72 migrantes ilegais foram mortos a tiros por membros do Los Zetas em Tamaulipas. Treviño Morales foi acusado pelo sequestro e morte das vítimas.
O único sobrevivente do massacre, um migrante do Equador, disse que o grupo foi sequestrado e executado pelos captores, pois os migrantes não podiam pagar a quantia exigida pela gangue e se recusaram a trabalhar para ela.

       Miguel Ángel Treviño Morales, o suposto líder do Los Zetas, foi detido em 15 de julho pela Marinha do México na região de Nuevo Laredo, no estado de Tamaulipas, nordeste do país. Ele é acusado de sequestrar e matar 265 migrantes centro e sul-americanos nos últimos anos. (Marinha do México/HO/AFP)
Miguel Ángel Treviño Morales, o suposto líder do Los Zetas, foi detido em 15 de julho pela Marinha do México na região de Nuevo Laredo, no estado de Tamaulipas, nordeste do país. Ele é acusado de sequestrar e matar 265 migrantes centro e sul-americanos nos últimos anos. (Marinha do México/HO/AFP)
Segundo a imprensa mexicana, centro-americanos vêm sendo presos por colaborar com organizações de tráfico de drogas ou de pessoas. Mas a Procuradoria-Geral do México não divulgou dados sobre o número de centro-americanos atualmente mantidos em presídios mexicanos sob acusação de tráfico, de acordo com aAFP.
“Às vezes, as pessoas são recrutadas porque não têm dinheiro”, diz um hondurenho que está em um abrigo, sem revelar sua identidade. “Às vezes, membros dos Zetas se infiltram nos abrigos. Algumas pessoas que eles levam não têm outra escolha, [pois] não querem morrer de fome.”
O recrutamento de migrantes para os grupos criminosos e cartéis do México é apenas uma das novas tendências na contínua luta do país contra as drogas, que já deixou cerca de 70.000 mortos desde 2006. Mas Peña Nieto prometeu acabar com a onda de violência que atinge grande parte do país.
O que virá?
Mas como a prisão de Treviño Morales, que usa o codinome “Z-40,” afeta o destino dos migrantes que seguem as linhas de trem?
O Los Zetas trava uma guerra sangrenta contra o cartel de Sinaloa, liderado pelo fugitivo mais procurado do México, Joaquín “El Chapo” Guzmán Loera, pelo controle das lucrativas rotas de contrabando. O Los Zetas, que constantemente recruta novos membros, agora precisa de um novo líder.
O irmão de Treviño Morales, Omar “Z-42” Treviño, deve substituí-lo no topo da hierarquia do cartel. Isso significa que a violência contra os migrantes provavelmente vai continuar.
Omar, 39 anos, é acusado de cometer 1.000 assassinatos e é conhecido por ser tão violento quanto seu irmão mais velho. Treviño Morales tinha assumido a liderança havia oito meses, quando seu antecessor, Heriberto Lazcano, morreu em uma troca de tiros com fuzileiros navais mexicanos no estado de Coahuila, norte do país.
“Omar poderia entrar e tomar o poder relativamente rápido. Ou alguém de dentro dos Zetas poderia ver isso como uma oportunidade de entrar e, nesse caso, haveria disputas internas”, afirma Sylvia Longmire, ex-agente especial da Força Aérea dos EUA e autora de “Cartel: The Coming Invasion of Mexico’s Drug Wars” (Cartel: A Iminente Invasão da Guerra das Drogas no México).
Mas, se Omar assumir o poder, provavelmente retomará o que seu irmão deixou para trás.
“Omar é tão cruel como seu irmão, embora não tenha as habilidades de organização que seu irmão tinha”, disse Mike Vigil, ex-chefe de operações internacionais da Agência Antidrogas dos EUA (DEA), àAFP. “Ele foi criado e tutelado por Miguel Ángel Treviño Morales sobre como usar a violência indiscriminada para intimidar outras organizações criminosas e forças de segurança. É um indivíduo que provavelmente vai usar as mesmas táticas de seu irmão para consolidar o poder.”
Mas o cartel de Sinaloa poderia ver a instabilidade do Los Zetas como uma chance para tirar seus rivais do negócio.
“El Chapo pode dizer que este é o momento oportuno e perfeito para atacar enquanto há um vazio de liderança”, diz Sylvia Longmire. “Isso deixa várias oportunidades para um aumento da violência no curto prazo.”
Ricardo Ravelo, jornalista mexicano autor de um livro sobre o Los Zetas, diz que as autoridades devem continuar a perseguir o cartel.
“Ainda não sabemos se os Zetas vão entrar em um período de crise ou uma guerra interna pela sucessão”, afirma. “Os Zetas estão muito bem- estabelecidos. A detenção de Treviño Morales não significa que o cartel acabou.”
A Agence France-Presse colaborou nesta reportagem.

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