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quarta-feira, 17 de julho de 2013

Assassinatos em série de taxistas

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro...




Assassinatos em série13/07/2013 | 15h12

Estou sempre sozinho, diz jovem que confessou ter matado taxistas

Luan Barcelos da Silva muda versão e nega, em entrevista a ZH, que teria assassinato seis taxistas em

Estou sempre sozinho, diz jovem que confessou ter matado taxistas Carlos Macedo/Agencia RBS
Luan está preso na Pasc desde abril deste anoFoto: Carlos Macedo / Agencia RBS
José Luís Costa
Quase três meses após ser preso na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), Luan Barcelos da Silva, 22 anos recém-completados, aceitou conversar com Zero Hora. Nesta primeira entrevista, além de voltar atrás e negar os seis assassinatos, Luan contou como é a sua rotina numa solitária da prisão que abriga os criminosos mais perigosos do Estado.

Zero Hora – Por que você matou seis taxistas? 
Luan Barcelos da Silva – Toda a versão dos fatos está errada. Me deram duas folhas com o depoimento pronto. Se eu não desse o depoimento, ameaçaram me matar. Me acusaram de matar taxista. Falei que não. Eu sou trabalhador, estudante, jamais fiz algo do tipo.
ZH – Mas o depoimento foi acompanhado por uma advogada.Luan – Ela chegou quase no final. Nem sei o nome dela.

Luan volta atrás e nega assassinato de taxistas

ZH – O depoimento foi gravado e você foi convincente nas declarações.Luan – Porque fui ameaçado. Corria risco de vida.
ZH – A frieza com que você confessa os crimes é surpreendente.
Luan – É o meu jeito. Minha vida corria perigo.

Em vídeo, assista a trechos da entrevista


ZH – Você foi a Santana do Livramento, naquela semana, para vender um notebook?
Luan – Não. Fui visitar minha família porque no final de semana de Páscoa eu iria trabalhar em Porto Alegre. Era vendedor de cursos profissionalizantes. No domingo de Páscoa, ia sair para vender.
ZH – Você acha que as pessoas vão acreditar nessa versão?
Luan – Vou contar a minha verdade. Vou lutar pela minha inocência. Não preciso me defender, eles vão ter que me culpar. Não fui eu que fiz isso.
ZH – Por que não tem advogado?
Luan – Vieram dois advogados aqui, dizendo que iam me defender sem custo. Me encheram de esperança, disseram que eu ia sair, falei toda a verdade para eles. Falei de quem eu comprei os dois celulares, o que estava comigo e o que eu dei para meu irmão. Pediram 20 dias para preparar a defesa. Depois, começaram a falar em valores, não sei quanto, mas minha família não tem dinheiro para pagar. Aí, acabaram deixando o caso.
ZH – Você comprou celulares dos taxistas mortos em Santana do Livramento?
Luan – Comprei de um rapaz na rua, perto das bancas de camelôs em Livramento. Na Quinta-feira Santa, perto do meio-dia. Paguei R$ 50 pelos dois. Um Nokia prata fiquei com ele e um Samsung que eu dei para meu irmão. Se soubesse que fosse de alguma vítima, jamais ficaria.
ZH – Comprou de quem?
Luan – Não vou divulgar o nome. Ainda não teve interrogatório perante o juiz.
ZH – E os crimes em Porto Alegre?
Luan – Uma menina estava comigo no horário em que aconteceu o caso.
ZH – Existem imagens em que você aparece pegando táxis.
Luan – Não vi as imagens para dizer se sou eu ou não. Caso seja eu, não tenho ideia de que imagem seja. Todo mundo anda de táxi.
ZH – Gravações mostram você abordando um taxista no bar Feijão com Arroz. As roupas e a mala são semelhantes às que foram apreendidas em seu apartamento. Como se explica isso?
Luan – Não tenho o que justificar. Eles é que terão de provar. Aparece eu ferindo ou agredindo taxista? Acho que não.
ZH – O que representa a tatuagem que você tem nas costas?
Luan – Um anjo. Mas falta o corpo. Só tem as asas. Fiz dias antes de ser preso.
ZH – Você viu o filme Dragão Vermelho (o protagonista é um serial killer com uma tatuagem parecida)?
Luan – (Risos) Não acredito que tu está perguntando isso. Não tenho ideia do que está falando.
ZH – Teu avô e teu pai foram taxistas. O que essa isso representa para você?
Luan – Eu era muito pequeno, tenho só lembranças de ganhar umas moedas do meu avô. Quando eu tinha oito anos, ele sofreu um AVC (acidente vascular cerebral) e não trabalhou mais.
ZH – Você conversou com o Victor (amigo com quem morava) depois de ser preso?
Luan – Nunca mais falei com ele. Ele sabe que eu não fiz nada. É como um irmão. Uma pessoa que passa 24 horas com outra pessoa sabe o mínimo dela.
ZH – O que dizer às famílias dos taxistas mortos?
Luan – Tenho sentimento por todo esse transtorno, essa raiva que devem sentir. A Justiça vai ser feita. Vai ser encontrada a verdadeira pessoa que fez isso.
ZH – Você costuma conversar com alguém aqui na prisão?
Luan – Não. Estou sempre sozinho.
ZH – Quem já te visitou?
Luan – Só o meu pai, uma vez, há três semanas. Explicou como estavam meus familiares (em Santana do Livramento), disse que estava lutando por mim, dentro do possível.
ZH – Como você passa os dias?
Luan – Os primeiros dias foram muito difíceis porque fiquei 30 dias isolado, sem poder pegar sol e dois meses sem TV. Vejo televisão o tempo todo, filmes, jornal. Só tenho 30 minutos de pátio por dia na triagem.

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