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sexta-feira, 31 de maio de 2013

FAMILIARES DE VÍTIMAS DO INCÊNDIO DA BOATE KISS PROTESTAM, CONTRA A LIBERDADE DOS ACUSADOS PRESOS!!!

30/05/2013 00h41 - Atualizado em 30/05/2013 14h55

Familiares de vítimas do incêndio na

 

boate Kiss protestam em Santa Maria




Grupo de até 60 pessoas percorreram o Centro, segundo estimativa da BM.
Ato ocorreu depois que acusados por homicídio doloso deixaram presídio.

Bruna TaschettoDa RBS TV
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Familiares de vítimas do incêndio na boate Kiss protestam (Foto: Bruna Taschetto/RBS TV)Familiares de vítimas do incêndio na boate Kiss
protestam (Foto: Bruna Taschetto/RBS TV)
Familiares e amigos de vítimas do incêndio na boate Kiss, que causou 242 mortes, realizaram no final da noite desta quarta-feira (29) um protesto no Centro de Santa Mariacontra a liberdade aos quatro acusados de homicídio no caso, concedida à tarde pela Justiça do Rio Grande do Sul. Segundo estimativa da Brigada Militar, havia entre 50 e 60 pessoas. O protesto, que ocorreu horas depois de os presos deixarem a Penitenciária Estadual do município, seguiu durante a madrugada.
A liberdade aos sócios da casa noturna Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann e os integrantes da banda Gurizada Fandangueira, o vocalista Marcelo dos Santos e o produtor Luciano Bonilha Leão, foi concedida dois dias depois que o incêndio completou quatro meses. A tragédia ocorreu na madrugada de 27 de janeiro na cidade da Região Central do Rio Grande do Sul.
Vou lutar até o fim da minha vida pela justiça dos meus dois filhos e dos outros 240"
Helena Maria Rosa da Cruz, mãe de
duas vítimas do incêndio na boate Kiss
Os familiares que foram a Porto Alegre para acompanhar o julgamento do pedido de liberdade provisória aos acusados chegaram à noite à Avenida Rio Branco, uma das principais vias do Centro da cidade. Lá, foram recepcionadas por outro grupo e seguiram uma caminhada até a Praça Saldanha Marinho.
"Eles não têm ideia do que é chegar em casa e ver a casa vazia, sem os filhos", disse Helena Maria Rosa da Cruz, que perdeu Mirela, de 21 anos, e José, de 18.
Helena não escondeu a revolta com a decisão da 1ª Câmara Criminal do TJ-RS. "Me sinto revoltada e indignada com a Justiça. Em que Brasil nós estamos? Em que mundo nós estamos? Vou lutar até o fim da minha vida pela justiça dos meus dois filhos e outros 240", declarou.
Da Praça Saldanha Marinho, o grupo seguiu uma caminhada pela Rua do Acampamento até a Presidente Vargas. Durante o percurso, os manifestantes bloquearam um dos principais cruzamentos da cidade, entre a Rua Venâncio Aires e a Avenida Rio Branco.
Entenda
O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, região central do Rio Grande do Sul, na madrugada de domingo, dia 27 de janeiro, resultou em 242 mortes. O fogo teve início durante a apresentação da banda Gurizada Fandangueira, que fez uso de artefatos pirotécnicos no palco.
O inquérito policial indiciou 16 pessoas criminalmente e responsabilizou outras 12. Já o MP denunciou oito pessoas, sendo quatro por homicídio, duas por fraude processual e duas por falso testemunho. A Justiça aceitou a denúncia. Com isso, os envolvidos no caso viram réus e serão julgados. Dois proprietários da casa noturna e dois integrantes da banda foram presos nos dias seguintes à tragédia, mas a Justiça concedeu liberdade provisória aos quatro em 29 de maio.
Veja as conclusões da investigação
- O vocalista segurou um artefato pirotécnico aceso no palco
- As faíscas atingiram a espuma do teto e deram início ao fogo
- O extintor de incêndio do lado do palco não funcionou
- A Kiss apresentava uma série das irregularidades quanto aos alvarás
- Havia superlotação no dia da tragédia, com no mínimo 864 pessoas
- A espuma utilizada para isolamento acústico era inadequada e irregular
- As grades de contenção (guarda-corpos) obstruíram a saída de vítimas
- A casa noturna tinha apenas uma porta de entrada e saída
- Não havia rotas adequadas e sinalizadas de saída em casos de emergência
- As portas tinham menos unidades de passagem do que o necessário
- Não havia exaustão de ar adequada, pois as janelas estavam obstruídas.

Advogado de Kiko argumenta que sócios e músicos 'não são delinquentes'.
Réus no processo da tragédia receberam liberdade provisória.

Liberado após decisão da Justiça, o empresário Elissandro Spohr, o Kiko, deixou o presídio em Santa Maria e passou a noite em Porto Alegre com a família. Segundo o advogado Jader Marques, o sócio da boate Kiss está cansado e não deve se manifestar por enquanto. Kiko e Mauro Hoffmann, sócios da casa noturna, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira tiveram a liberdade provisória concedida na tarde de quarta-feira (29).
"Ele está recluso, só quer descansar com a família", disse ao G1 Jader, sem revelar o local onde seu cliente está. Os quatro presos desde a tragédia que matou 242 pessoas são acusados de homicídio doloso qualificado e 636 tentativas de homicídio. Duas pessoas ainda seguem internadas após o incêndio de 27 de janeiro. Após a decisão, familiares planejam um novo protesto para a tarde desta quinta-feira (30), em Santa Maria.
O outro sócio da Kiss, Mauro Hoffmann, também passou a primeira noite em liberdade com familiares. O advogado do empresário, Mário Cipriani, não confirma onde seu cliente está. A quinta-feira também será de descanso. O advogado Gilberto Carlos Eber, que defende o produtor da banda Gurizada Fandangueira, Luciano Augusto Bonilha Leão, disse que o cliente foi para casa, em Santa Maria, e passou a noite com a esposa. Ele pediu para descansar durante a manhã e, à tarde, os dois voltariam a conversar.
"Tenho vivido momentos difíceis nessa defesa, mas o que se vê e o que se viu, é que a dor do sofrimento e a angústia dos familiares deu lugar ao império da lei, foi o momento em que a lei tinha que se fazer mais forte", disse Jader Marques à Rádio Gaúcha nesta quinta-feira (30).
Logo após a decisão, familiares de vítimas que se acompanharam o julgamento em Porto Alegre se mostraram inconformados. Protestos foram realizados tanto na capital como em Santa Maria. O advogado argumenta que os réus "não são delinquentes", e por isso a liberdade é justificada. "Se soltos, não vão praticar crimes. Eles são primários, pessoas de vida regrada, sem antecedentes. Foi um fato isolado na vida dessas pessoas. Não seria correto que os quatro ficassem presos ostentando a mesma condição de estarem em liberdade", resumiu.
O advogado ainda disse que registrou ocorrência por agressão na saída do Tribunal. Ele alega que foi agredido pela mãe de uma vítima. "Vou tomar todas as providências. Como homem e pai, entendo. Mas como advogado criminalista, vou tomar todas as providências", afirmou.
O pedido de liberdade provisória partiu do advogado Omar Obregon, que representa o vocalista do grupo que tocava na boate Kiss no momento em que iniciou o incêndio. A decisão de conceder a eles liberdade provisória foi tomada por unanimidade entre os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do TJ-RS, por três votos a zero. Os desembargadores acreditarem que os quatro réus não representam riscos para o processo e para as vítimas e que não há mais o clamor social que justifique a prisão preventiva. Na mesma seção, eles negaram o pedido de anulação de recebimento da denúncia.

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