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segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

NANKAY MARU 08

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rejeições, faz parte!!!

Velho cais


A direita o navio Nankai Maru n°8
O que restou da sala de máquinas do Nankai Maru n° 8

Sinto atração por imagens de barcos abandonados em margens de rios ou na beira do mar, em pequenas cidades em que o tempo parece ter parado.

Geralmente ao pensar em locais assim, lembro de lugares gelados, pois minhas referências são leituras de narrativas semelhantes a que Amyr Klink fez, quando passou pela Ilha Geórgias do Sul, ao circundar a Antártica, ou de filmes como Chegadas e Partidas, estrelado por Julianne Moore e Kevin Spacey.

A ilha Geórgias do Sul teve seu apogeu na época que era permitida a pesca da foca e de baleias e hoje possui apenas uma pequena vila onde moram cerca de vinte pessoas. Já o filme aborda o cotidiano de Newfoundland, uma pequena comunidade pesqueira localizada no Canadá. Este filme provavelmente não agrade a maioria das pessoas, atraindo mais aqueles que se sentem bem com um pouco de solidão em meio a belas paisagens quase que melancólicas.

Em comum estão os barcos, as histórias de pescadores, as paisagens e o fato de o tempo parecer andar em outro ritmo, muito mais devagar do que estamos acostumados nas grandes cidades.

Quando fui convidado a visitar a cidade de General Câmara, localizada cerca de 80 km de Porto Alegre, não alimentei muitas expectativas, mas no final acabei descobrindo uma versão tropical deste tipo de localidade.

Chega-se a cidade cruzando uma bela ponte sobre o rio Jacuí, bem ao lado está a praia Cachoeirinha, onde estão alguns barcos que parecem esquecidos. Passeando pela cidade não vimos quase ninguém, talvez por ser um final de semana. O único carro a rodar era o nosso. Até a praça onde fica o antigo coreto parecia estar abandonada.

Os prédios do antigo cais, localizado no rio Taquari, o outro rio que banha a cidade, parecem já ter cumprido seu destino. Mas a grande surpresa foram os barcos esquecidos no local, principalmente o navio Nankai Maru n° 8, cuja carcaça, ou o que restou dela, enferruja lentamente a beira do rio. É possível entrar no que restou do seu interior, ficar ao lado da antiga casa de máquinas e, usando a imaginação, navegar pelos locais por onde este navio já esteve.