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quarta-feira, 2 de novembro de 2011

MERCADOS DESABAM COM ANÚNCIO DE PLEBISCITO NA GRÉCIA

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FECHAMENTO: Mercados desabam com anúncio de plebiscito na Grécia; Dólar sobe e supera o patamar de R$ 1,70

Diversas bolsas europeias encerraram esta jornada com perdas acima dos 4%.
1º de novembro de 2011 - O tom negativo que vinha tomando conta dos mercados nos últimos dias tomou ainda mais força nesta jornada após o primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, propor um referendo popular sobre o plano anticrise aprovado na última semana pela zona do euro.

A notícia caiu como "uma bomba" junto aos mercados e levou as bolsas de valores das principais praças globais a encerrar a jornada desta terça-feira em forte queda, sobretudo no continente europeu, onde diversos índices acionários fecharam com perdas acima dos 4%.

Em resposta ao anúncio de Papandreou, a agência de classificação de risco Fitch divulgou nota afirmando que o plebiscito aumentaria os riscos de falta de pagamento e da saída da Grécia da zona do euro.

A Fitch apontou também que a dúvida se o país aceitará ou não o novo resgate e a oferta do setor privado geram mais incerteza sobre as perdas que os credores poderiam ter de assumir e sobre a recapitalização dos bancos, uma das bases do acordo aprovado na última semana.

A agência encerra seu comunicado afirmando que as intenções do governo grego evidenciam a urgência de se estabelecer uma proteção crível para prevenir que o contágio procedente da Grécia desestabilize toda a zona do euro.

A notícia levou também os presidentes da França, Nicolas Sarkozy e a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a convocar uma reunião interministerial. Os dois líderes afirmaram que a aplicação do acordo aprovado durante a cúpula da zona do euro é mais necessário do que nunca.

Merkel e Sarkozy defenderam o plano aprovado pela União Europeia, além de expressarem seu desejo de que se estabeleça o maior rápido possível uma estratégia para garantir a aplicação do pacto.

No campo das matérias-primas, o barril de petróleo do Brent com vencimento em dezembro fechou estável, cotado a US$ 109,54 na Intercontinental Exchange Futures de Londres (ICE). O Petróleo Intermediário do Texas (WTI, leve) registrou perda de 1,07% para terminar cotado a US$ 92,19 por barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex).

No front acionário, as principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta terça-feira sem direção única, refletindo a preocupação dos investidores com a diminuição do nível de atividade manufatureira na China e a retomada dos temores com a crise fiscal da zona do euro.

Ao final desta jornada, em Taiwan, o referencial TSEC Weighted Index teve valorização de 0,45% aos 7.622 pontos; na Coreia do Sul, o referencial KOSPI Composite avançou 0,03% aos 1.909 pontos; na China, o índice SSE Composite, da bolsa de Xangai, subiu 0,07% aos 2.470 pontos; na Índia, o índice BSE Sensex, da bolsa de Bombai, perdeu 1,30% aos 17.474 pontos; no Japão, o referencial da bolsa de Tóquio Nikkei 225 desvalorizou 1,70% aos 8.835 pontos; e em Hong Kong, o principal indicador, o Hang Seng, perdeu 2,49%, aos 19.369 pontos.

Na agenda local, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da Índia registrou melhora nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC. Em outubro, o indicador subiu para 52 ante 50,4 em setembro.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da China registrou melhora nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.

Em outubro, o indicador ficou em 51,0, resultado superior ao de setembro, que foi de 49,9, a primeira melhora desde junho. O indicador ficou acima dos 50 pontos.

Contudo, o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro da China recuou para 50,4 em outubro ante 51,2 em setembro, informou a Federação Chinesa de Logística e Compras, que emite os dados com o Escritório Nacional de Estatísticas.

O resultado ficou abaixo do esperado pelo mercado, que era de 51,7 (previsão Dow Jones). A leitura indicou também a quebra de dois ganhos mensais consecutivos, mostrando que o crescimento industrial do país continua a recuar.

No Velho Continente, as principais bolsas da Europa encerraram o pregão desta terça-feira em forte queda, atingindo o maior recuo em quatro semanas, repercutindo a reação negativa dos investidores ao referente anunciado ontem pelo primeiro-ministro da Grécia, George Papandreou, sobre o pacote de socorro financeiro aprovado na última semana. A medida reacendeu a preocupação de que o país pode entrar em default em breve.

Ao final desta jornada, em Frankfurt, o índice DAX 30 caiu 5,03%, aos 5.832 pontos; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 5,38%, aos 3.068 pontos; em Milão, o índice FTSE-MIB caiu 6,80% aos 14.928 pontos; e em Londres, o índice FTSE-100 recuou 2,37% aos 5.413 pontos; em Madri, o índice Ibex 35 recuou 4,65% aos 8.538 pontos.

Na agenda local, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido mostrou crescimento de 0,5% no terceiro trimestre de 2011, ligeiramente acima das projeções de mercado. Na comparação anual, o PIB registrou avanço de 0,5%.

A produção do setor de construção recuou 0,6% em relação ao trimestre anterior. A indústria apresentou avanço de 0,5% no terceiro trimestre e o PIB do setor de serviços avançou 0,7% ante o trimestre anterior.

Os números preliminares foram divulgados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

Já o Índice de Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) do setor manufatureiro do Reino Unido registrou recuo nas condições de negócios, de acordo com pesquisa ajustada realizada pelo instituto Markits, em conjunto com o HSBC.

Em outubro, o indicador caiu para 47,4 ante 50,8 em setembro. O índice teve o menor resultado desde junho de 2009.

Em Wall Street, o índice industrial Dow Jones caiu 2,48% aos 11.657 pontos. O S&P 500 recuou 2,79% para 1.218 pontos; e a bolsa eletrônica Nasdaq perdeu 2,89% aos 2.606 pontos.

Na agenda local, o ISM Manufatura, índice que mede a atividade do setor manufatureiro nos Estados Unidos, teve desaceleração em outubro. O indicador passou de 51,6 em setembro para 50,8 no mês passado. O número veio pior do que o esperado pelo mercado, de 52,1.

As despesas totais com construção civil (Construction Spending) nos Estados Unidos subiram 0,2% em setembro ante a taxa de agosto, totalizando US$ 787,2 bilhões, informou agora há pouco o Departamento de Comércio norte-americano. Na comparação com setembro de 2010, o número representa uma queda de 1,3% (US$ 797,2 bilhões).

No mercado acionário brasileiro, a Bolsa de Valores de São Paulo encerrou as operações desta terça-feira em queda de 1,74% aos 57.322 pontos, emendando o segundo dia de perdas.O giro financeiro foi de R$ 6,83 bilhões.

Do lado cambial, a divisa encerrou cotada a R$ 1,732 na compra e R$ 1,733 na venda, alta de 1,83%.

O Banco Central (BC) não interferiu no câmbio para compra de dólares no mercado à vista.

Na renda fixa, os Contratos de Depósito Interfinanceiro (DIs) reduziram as perdas mas encerraram em baixa nesta terça-feira na BM&F. O que se viu foi um recuo em praticamente toda a curva de juros futuros.

Perto do fechamento, os contratos para dezembro de 2011 perdiam 0,01 p.p a 11,39%; os vencimentos para janeiro de 2012 recuavam 0,02 p.p a 11,10%; os contratos para janeiro de 2013 tinham queda de 0,03 p.p a 11,26%; os vencimentos para janeiro de 2014 caíam 0,02 p.p a 10,58%; e os contratos para janeiro de 2017 e janeiro de 2021 ganhavam 0,01 p.p a 11,15% e 11,20%, respectivamente.

Na agenda nacional, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) da última leitura de outubro registrou variação de 0,26%, resultado 0,05 p.p abaixo da última divulgação. Os dados são da Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o IPC-S acumula alta de 4,96% no ano e 6,78% em 12 meses.

Também nesta manhã, a produção industrial recuou 2% em setembro, na série com ajuste sazonal, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a setembro do ano passado, o índice teve queda de 1,6%, o menor nível desde abril, quando o índice recuou 1,7%. Nos nove primeiros meses do ano, o índice apontou expansão (1,1%).

A taxa anualizada, índice acumulado nos últimos doze meses, manteve a trajetória descendente iniciada em outubro do ano passado, saindo de 2,3% em agosto para 1,6% em setembro.

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