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quarta-feira, 16 de novembro de 2011

JOVEM FALA SOBRE SEQUESTRO E ESTRUPO...

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postado em 16.11.2011.

"Tirei a roupa e comecei a chorar. Ele foi um porco", diz jovem

Ela falou a uma TV do Maranhão sobre o sequestro de 25 horas e o estupro a qual foi submetida. Em crise de pânico, ela só chora

Wilson Lima, iG Maranhão | 25/10/2011 17:50
Foto: Wilson Lima/iG MaranhãoAmpliar
Fachada do motel onde a jovem ficou sequestrada, em São Luís
Em uma entrevista para a TV Mirante, afiliada da Rede Globo no Maranhão, a jovem de 17 anos que ficou refém do ex-marido em um motel de São Luís, durante 25 horas entre sexta-feira e sábado passado, disse que precisou prometer depor a favor do sequestrador para ser libertada do cativeiro. Ela também disse que chorou ao ser estuprada pelo ex-marido quando estava no cativeiro e classificou Benedito Lesbinos, de 36 anos, como “porco e nojento”: “Ele é um psicopata”, contou ela.
Segundo informações de familiares, a adolescente não consegue falar do caso sem chorar, se recusa a receber visitas e só fala com o pai, a mãe e uma amiga de infância. Ela ainda se recupera dos ferimentos após o sequestro. A jovem foi alvejada com dois tiros durante o sequestro. Um dos tiros acertou um aparelho celular que ela usava próximo ao seio.
À TV, sua única declaração pública até agora, ela disse: “Quando a gente chegou ao motel, ele mandou eu tirar minha roupa e me abusou sexualmente. Eu chorava, chorava. E ele dizia: ‘cala a boca, vem para a cama’. A arma estava ao lado. Ele estava louco, estava louco. Eu deitei na cama, tirei minha roupa e comecei a chorar. Ele ficou lá esse porco, esse nojento”, disse a adolescente.
Quando a gente chegou no motel, ele mandou eu tirar minha roupa e me abusou sexualmente. Eu chorava, chorava. E ele dizia: ‘cala a boca, vem para a cama’. A arma estava ao lado. Ele estava louco, estava louco. Eu deitei na cama, tirei minha roupa e comecei a chorar. Ele ficou lá esse porco, esse nojento”
Durante o sequestro, por várias vezes a jovem foi ameaçada de morte pelo ex-namorado e afirmou que os tiros disparados por ele não foram acidentais. “‘Cala a boca. Se eles (a polícia) invadirem, o primeiro tiro é na tua cabeça’. Ele estava com medo dos policiais invadirem”, descreveu a jovem.
“Ele falou: ‘te ajoelha que eu vou te matar agora’. Ele puxou a arma e eu me descontrolei essa hora e bati nele. Foi a hora que o tiro pegou nas costas (costela). Eu não senti nada. Quando fui ver já estava no chão. Meu blusão estava todo sujo de sangue”, afirmou.
“O policial falou: ‘pelo amor de Deus Benedito não faça nada com ela', e a arma disparando. Um tiro pegou no ralo do banheiro e o outro no meu celular, dentro do sutiã. Eu senti uma coisa muito forte em meu coração pelo impacto da bala. Se não fosse pelo celular, estaria morta. Virei meu rosto e quando olhei estava toda suja de sangue. Ai eu pensei: ‘meu Deus, eu morri’”.
Por fim, a jovem disse que foi obrigada a chamar o sequestrador de “amor” para conseguir ser libertada. Durante as negociações, Benedito Lesbinos fez várias exigências à polícia e quase todas foram atendidas. No final, pediu para que a polícia convencesse a jovem a reatar o casamento com ele. “Eu prometi tudo: que ia depor a favor dele. Eu vou ficar do teu lado, amor. Eu chamei ele de amor (choro). Eu nunca mais quero olhar o rosto dele", disse a jovem.
Exames
Exames de conjunção carnal feitos pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que a jovem foi estuprada no motel. Ela está em casa sob proteção da família, que teme que parentes de. Benedito Lesbinos possam tentar prejudicá-la de alguma forma.
Segundo familiares, a garota tem constantes crises de pânico e imagina que o sequestrador está rondando a casa onde ela mora atualmente, na periferia de São Luís. Eles foram casados durante sete meses.
Investigação
A polícia acredita que o sequestro foi premeditado e que Benedito Lesbinos queria assassinar a adolescente. O carro que ele usou para raptar a adolescente era alugado e tinha vidro fumê. Ele também deixou a chave na parte de dentro do apartamento onde morava com a intenção de despistar a polícia.
Além disso, durante a negociação, ele pediu aos policiais civis que fosse enquadrado por crimes mais brandos e afiançáveis. Mas, no inquérito, ele será enquadrado por sequestro e tentativa de homicídio. Benedito Lesbinos está preso e foi transferido para a Penitenciária de Pedrinhas, em São Luis.

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