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CARTA DE DEMISSÃO DA SENHORA PRESIDENTE DA REPÚBLICA (11.05.2016)

Este blog, tem como finalidade, expor as mazelas, as quais convivemos em nosso dia a dia, sempre baseado em informações, divergências ou rej...

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Este blog, tem como finalidade, êxpor as mazelas, do dia a dia, prejudiciais, de forma que possamos, nos defender ou auxiliar alguem com informações, baseadas em fatos, se observados, sempre consta nos. ocorrências e processos dos fatos narrados, divergencias ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro... Sergio Vianna - Leildomingo, 30 de outubro de 2011CONFIRA NO TWITTER...


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NORMAS DE COMPRAS E LEGISLAÇÃO DOS LEILOEIROS, DICAS PARA UMA BOA COMPRA E INSTRUÇÕES NORMATIVAS DO DNRC

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• O que é Bens inservíveis?



• Como comprar em Leilão Oficial?



• Como contratar um Leiloeiro Oficial?



• Quanto faturou o Leilão Oficial em São Paulo?



• Glossário dos Arrematantes



• QUAL A LEI QUE REGULAMENTA A PROFISSÃO DE LEILOEIRO OFICIAL?



• O que é Leilão Oficial?



• O que é necessário para ser um Leiloeiro Oficial



• QUAL O VÍNCULO DOS LEILOEIROS OFICIAIS COM A REVISTA ON LINE "LEILOEIROS DO BRASIL"?



• Quem fiscaliza o Leiloeiro Oficial



• O que é Bens inservíveis?









As Prefeituras e órgãos públicos governamentais especialmente no Estado de São Paulo anunciam para venda através de leilão ou licitação pública o que denominaram chamar de “bens inservíveis” divulgam através de um anúncio lacônico apenas para cumprir a lei das licitações, omitindo propositadamente o principal objetivo da venda, deixando a discriminação dos bens apenas na relação constante do edital. Constatamos em vários casos que os bens são em sua maioria veículos e outros em bom estado ou semi novos, tratores, máquinas reaproveitaveis, etc. Recomendamos:



Entre em contato pelos meios disponíveis com a Prefeitura ou órgão governamental que está patrocinando a venda certifique-se indo ao local mencionado no anúncio e solicite uma cópia do edital para leitura. O anúncio de “bens inservíveis é deplorável porque omite o objetivo principal do anúncio, trazendo prejuízo ao erário público, afastando da disputa mais participantes, uma vez que não é dado conhecimento através da publicação aquilo que será vendido, privilegiando alguns poucos que tem acesso ao edital de venda.





Como comprar em Leilão Oficial?



1) Solicite ao Leiloeiro Oficial que lhe envie através de e-mail o catálogo do leilão, o catálogo também é distribuido gratuitamente no local do leilão antes do início.



2) Preferencialmente visite os bens do seu interesse no local determinado pelo leiloeiro antes do dia do leilão (nem sempre todos os lotes estão no local).



3) Sempre que você ler neste site venda de bens inservíveis (leia mais neste FAQ sobe o tema) expressão muito usada nos leilões de Prefeituras ou Entidades Governamentais são chamados por eles nestes casos esporádicos de leilão administrativo, (o “leiloeiro” é nomeado por ato da administração) esta denominação genérica de bens inservíveis as vezes esconde veículos em bom estado, semi novos, máquinas e equipamentos industriais ou outros bens do seu interesse considerados inservíveis só para eles; vá pessoalmente ao local ou procure se informar via telefone ou outros meios para descobrir realmente do que se trata. Este “fenômeno” não ocorre nos Leilões Oficiais. (algumas Prefeituras do Est. de S. Paulo, utilizam com frequência seus funcionários para fazer o pregão, configurando crime por exercício ilegal da profissão).



4) A comissão do Leiloeiro Oficial estabelecida por Lei é de 5% sobre o valor do bem arrematado. QUALQUER PESSOA PODE PARTICIPAR DE UM LEILÃO OFICIAL.



5) Nunca Viaje sem antes consultar o leiloeiro, Empresa ou Entidade Governamental que patrocina o leilão (o comitente) o evento poderá ser adiado, cancelado, a compra dos bens oferecidos não compensarem as despesas de viagem, estadia, etc.



6) Tratando-se de ímovel, verifique a documentação em poder do leiloeiro, vá ao local, certifique-se do valor de mercado e faça a sua avaliação.



7) Procure chegar no horário previsto para o início, o lote do seu interesse poderá ser o primeiro.



8) Não se deixe influenciar pelos lances de outros compradores, - não compre por impulso, lance até o limite previamente avaliado por você, - outras oportunidades virão.



9) Não demonstre muito interesse por determinado lote na presença de estranhos ele poderá lhe influenciar com frases do tipo: esta máquina falta peças, este veículo está com graves problemas eu trouxe um mecânico antes ou eu “sou mecânico” e outras falácias.



10) Nunca esqueça de levar o talão de cheques o leiloeiro exige um cheque de sinal como garantia da compra.



• Como contratar um Leiloeiro Oficial?





Sr. Empresário faça seu leilão oficial conosco, dispomos de toda infra-estrutura necessária (física e técnica) para organizar o leilão dos bens disponíveis da sua Empresa com a garantia de um Leiloeiro oficial. Contratando a nossa assessoria, disponibilizaremos no site MARTELLUS ASSESSORIA uma página exclusiva para o leilão com acesso livre para todos visitantes, nosso cadastro conta com mais de mil compradores em todo o país, além de 35.000 acesso/mês de empresas e compradores individuais.



Organizamos e assessoramos a sua Empresa sob a responsabilidade de um leiloeiro oficial, COM 12 ANOS DE EXPERIÊNCIA. Consulte-nos sem compromisso, agende uma visita com nosso escritorio, Av, Getulio Vargas , 12 11 sl. o1 Canoas RS, fones . -3.475.84.65.30.31.55.86, com Martellus Assessoria.



SIGLAS E DITADOS ENTRES COMPRADORES DE LEILÕES(PUBLICO)





Arrematante – O comprador



Arrematar – comprar em leilão



Avaliação – preço mínimo estipulado pelo comitente



Bater o martelo – vender



Boleto – recibo entregue ao arrematante pelo leiloeiro



Brigar – discutir, intimidar o concorrente comprador



Caçador de Pardal – procura o novato interessado para arrematar em seu nome, mediante comissão (o mesmo que caixinheiro, veja também pardal)



Caixinha – lista de participantes, de um mesmo segmento empresarial para o “leilão” posterior



Leilão da Caixinha - Os lotes comprados são vendidos novamente entre os arrematantes em outro local através de um “leilão” e o lucro eventual dividido entre os participantes da caixinha



Caixinheiro – Freqüentadores habituais que nada compram e entram na lista do leilão da caixinha



Morder - Entrar na lista da caixinha sem nada comprar



Comitente – Empresa ou pessoa que contrata o leiloeiro para vender seus bens através do leilão oficial



Particular – Arrematante eventual que compra para uso próprio



Comprar no escuro – comprar sem ver o lote



Lançar – gritar o valor ofertado



Lance – valor ofertado, dito de viva voz pelo comprador



Lance mínimo – valor mínimo para venda, estipulado pelo comitente (vendedor)



Lance condicional – o mesmo que venda condicional



Lista – Relação do nome dos arrematantes que participarão do “leilão” da caixinha após o leilão oficial



Melar o leilão – Tumultuar o leilão (é crime)



MÁFIA – Assim são chamados grupos de participantes do mesmo segmento os quais tem os mesmos objetivos de compra.



Panela - Grupo de arrematantes do mesmo segmento



Pardal – arrematante novo, estranho ao meio, “caçado” e conquistado pelo caixinheiro o qual compra em nome do novato mediante uma comissão ou valor pré estabelecido entre eles.



Sucateiro – Comprador de sobras industriais, materiais,equipamentos usados e obsoletos em geral.



Urubú – comprador de massa falida em leilão judicial



Venda condicional – venda efetuada, abaixo da avaliação do comitente que será confirmada posteriormente pelo leiloeiro



Vou pro pau – O mesmo que “não tem acordo” dito por algum descontente, que não deseja participar da lista da “caixinha”



Vou bater – o mesmo que vou vender, dito pelo leiloeiro aos participantes.



NOTA DO AUTOR: Os grupos organizados citados, acima e chamados de “máfia” ou caixinheiros, são na verdade empresários sérios e não interferem na participação do “particular” ou comprador eventual o qual leva vantagem sobre os empresários rotulados, uma vez que não visa lucro, o “particular” compra para uso próprio podendo, portanto pagar mais do que aqueles. O Leilão Oficial ainda é a forma mais transparente de venda, principalmente tratando-se de Empresa Governamental, tanto é que atualmente as compras efetuadas pelo governo em todos os níveis são feitas através do chamado PREGÃO PRESENCIAL, isto é: com a presença dos fornecedores e uma comissão de compras são oferecidos os lances para o fornecimento e aquele que oferece o menor preço, qualidade compatível e as melhores condições de venda, é o vencedor da concorrência. Trata-se de uma forma inversa ao leilão tradicional, com total transparência e na presença de todos interessados, como no Leilão Oficial. Ao contrário da proposta de preços através de envelope fechado que enseja fraude e maquinação dos participantes, tanto na alienação (venda) de bens quanto no fornecimento.





• Quem fiscaliza o Leiloeiro Oficial



Quem fiscaliza os Leiloeiros Oficiais é a Junta Comercial do Estado a qual o leiloeiro está jurisdicionado. A profissão é regulamentada pelo Dec. Lei 21.981 de 19/10/1932.,

com base na instrução Normativa 113 do DNRC

Postado por Sergio Vianna Leiloeiro às Domingo, Outubro 30, 2011 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no orkutLinks para esta postagem

LEGISLAÇÃO COMPLEMENTAR E IMPOSTO DE RENDA, TABELAS DE HONORÁRIOS LEILOEIROS

Este blog, tem como finalidade, êxpor as mazelas, do dia a dia, prejudiciais, de forma que possamos, nos defender ou auxiliar alguem com informações, baseadas em fatos, se observados, sempre consta nos. ocorrências e processos dos fatos narrados, divergencias ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro... Sergio Vianna - Leiloeiro Oficial....



Decreto nº 21.981 de 19 de outubro de 1932





Presidencia da Republica







Regula a profissão de Leiloeiro ao território da República







Art. 13. Quando o leiloeiro não tiver preposto habilitado, poderá...



CAPÍTULO I DOS LEILOEIROS Art. 13. Quando o leiloeiro não tiver



preposto habilitado, poderá, nos leilões já anunciados, ser substituído por



outro leiloeiro de sua escolha, mediante prévia comunicação à Junta Co...







Art. 30. São nulas as fianças, bem como os endossos e avais da...



CAPÍTULO III DAS FUNÇÕES DOS LEILOEIROS Art. 30. São nulas as



fianças, bem como os endossos e avais dados pelos leiloeiros.







Art. 26. Os leiloeiros não poderão vender a crédito ou a prazo...



CAPÍTULO III DAS FUNÇÕES DOS LEILOEIROS Art. 26. Os leiloeiros



não poderão vender a crédito ou a prazo, sem autorização por escrito dos



comitentes.







Citado por 1 documentos



Art. 17. As Juntas Comerciais cabe impor penas: CAPÍTULO II DAS PENALIDADES APLICAVÉIS AOS LEILOEIROS Art.



17. As Juntas Comerciais cabe impor penas: a) ex-officio; b) por denúncia



dos prejudicados. § 1º Todos os atos de cominação de penas aos leiloei...



Citado por 1 documentos



Art. 12. O preposto indicado pelo leiloeiro prestará as mesmas p... CAPÍTULO I DOS LEILOEIROS Art. 12. O preposto indicado pelo leiloeiro



prestará as mesmas provas de habilitação exigidas no art. 2º, sendo



considerado mandatário legal do proponente para o efeito de substituí-l...







Art. 43. Nas vendas judiciais, de bens de massas falidas e de pro... CAPÍTULO III DAS FUNÇÕES DOS LEILOEIROS Art. 43. Nas vendas



judiciais, de bens de massas falidas e de propriedades particulares, os



leiloeiros serão da exclusiva escolha e confiança dos interessados, sínd...



Citado por 3 documentos



Art. 29. A falência do leiloeiro será sempre fraudulenta, como de... CAPÍTULO III DAS FUNÇÕES DOS LEILOEIROS Art. 29. A falência do



leiloeiro será sempre fraudulenta, como depositário de bens que lhe são



entregues para a venda em leilão.







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Decreto-lei nº 1.168, de 22 de Março de 1939



Presidencia da Republica







Altera a lei do Imposto sobre a Renda







Art. 16. Serão classificados na 4ª categoria os rendimentos dos c...



Art. 16. Serão classificados na 4ª categoria os rendimentos dos corretores,



leiloeiros, despachantes e tabeliães ou notário. e submeter-se-ão ao



mesmo regime de tributação aplicável aos contribuintes dessa categoria.







Lei de Falência - Decreto-lei nº 7.661, de 21 de junho de 1945



Presidencia da Republica







Art. 117. Os bens da massa serão vendidos em leilão público, an...



, devendo estar a êle presente, sob pena de nulidade, o representante do



Ministério Público. § 1º O leiloeiro é da livre escolha do síndico, servindo,



nos lugares onde não houver leiloeiro, o porteiro dos auditórios ou que...







Citado por 33 documentos



Art. 73. Havendo entre os bens arrecadados alguns de fácil deter...



fundamentada, representará ao juiz sôbre a necessidade da sua venda,



individuando os bens a serem vendidos. § 1º Ouvidos o falido e o



representante do Ministério Público, o juiz, se deferir, nomeará leiloeiro...







Citado por 6 documentos



Código Processo Penal - Decreto-lei nº 3.689, de 3 de outubro de...



Presidencia da Republica







Art. 349. Se a fiança consistir em pedras, objetos ou metais preci...



por leiloeiro ou corretor.







Citado por 1 documentos



Lei no 1.301, de 28 de dezembro de 1950



Presidencia da Republica







Dispõe sôbre a organização judiciária do Distrito Federal.







Art. 61. A escolha do leiloeiro público para as vendas judiciais c...



Art. 61. A escolha do leiloeiro público para as vendas judiciais caberá às



partes interessadas e será feita sob a responsabilidade delas. Se não



houver acôrdo entre os interessados, ou se existirem entre êles incapazes...







Lei no 492, de 30 de setembro de 1937



Presidencia da Republica







Regula o penhor rural e a cédula pignoratícia







Art. 26. Se tiver sido ajustada a venda amigável, esta se fará nos...



, por leiloeiro, ou, onde não existir, pelo porteiro dos auditórios ou quem



suas vezes fizer.







Lei no 3.089, de 8 de janeiro de 1916



Presidencia da Republica







Fixa a despeza geral da Republica dos Estados Unidos do Brazil para o exercicio...







os continuos que servem de leiloeiros.



os continuos que servem de leiloeiros.







Decreto-lei nº 5.844, de 23 de setembro de 1943



Presidencia da Republica







Dispõe sôbre a cobrança e fiscalização do imposto de renda







Art. 130. Os leiloeiros não poderão vender, mesmo em hasta públ...



TITULO III Disposições gerais CAPITULO 11 DA FISCALIZAÇÃO Art.



130. Os leiloeiros não poderão vender, mesmo em hasta pública,



estabelecimentos comerciais ou industriais, sem a prova de estar o ven...







Decreto nº 5.746, de 9 de dezembro de 1929



Presidencia da Republica







Modifica a Lei de Fallencias







Art. 77. Havendo entre os bens arrecadados alguns de facil deter...



de leiloeiro, ouvido o fallido e o representante do Ministério Público e



mediante autorização judicial, constante de alvará em que os bens serão



discriminados. O producto da venda será, pelo leiloeiro, recolhido ao ba...







Lei nº 1010, de 2 de julho de 1986 do Rio de janeiro



Governo do Estado







REGIMENTO DE CUSTAS JUDICIAIS.







Art. 52 - Não serão devidas custas pelos pregões em audiência.



CAPÍTULO XI DOS LEILOEIROS E PORTEIROS DOS AUDITÓRIOS Art.



52 - Não serão devidas custas pelos pregões em audiência.







Art. 51 - Os leiloeiros públicos e os corretores de imóveis, quand...



CAPÍTULO XI DOS LEILOEIROS E PORTEIROS DOS AUDITÓRIOS Art.



51 - Os leiloeiros públicos e os corretores de imóveis, quando funcionarem



em feitos judiciais, perceberão do adquirente a comissão prevista no reg...







Art. 49 - Os atos dos leiloeiros judiciais e dos porteiros dos audit...



CAPÍTULO XI DOS LEILOEIROS E PORTEIROS DOS AUDITÓRIOS Art.



49 - Os atos dos leiloeiros judiciais e dos porteiros dos auditórios serão



remunerados de acordo com a Tabela VI. Parágrafo único - Os arrematan...





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LEGISLAÇÃO DOS LEILOEIROS OFICIAIS E AS EXIGENCIAS PARA NOMEAÇÕES NOMEAÇÕES

Este blog, tem como finalidade, êxpor as mazelas, do dia a dia, prejudiciais, de forma que possamos, nos defender ou auxiliar alguem com informações, baseadas em fatos, se observados, sempre consta nos. ocorrências e processos dos fatos narrados, divergencias ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro... Sergio Vianna - Leiloeiro Oficial..







Profissão de Leiloeiro - D-021.981-1932



(regulamento)



Capítulo I



Dos Leiloeiro

Art. 1º A profissão de leiloeiro será exercida mediante matrícula concedida pelas Juntas Comerciais, do Distrito Federal. dos Estados e Território do Acre, de acordo com as disposições deste regulamento.

obs.dji.grau.2: Art. 2º, Art. 5º, Art. 6º e Art. 6º, § 1º, Leiloeiro - PL; Art. 10, III, "b", L-011.483-2007 - Revitalização do Setor Ferroviário - Alteração

obs.dji.grau.3: Art. 47, Disposições Gerais - PL; Art. 117 e Art. 188, IX, DL-007.661-1945 - Lei de Falências; Profissão de Leiloeiro Rural - L-004.021-1961

obs.dji.grau.4: Agentes de Leilões; Exercício Profissional; Leilão; Leiloeiro; Profissão



Art. 2º Para ser leiloeiro, é necessário provar:



obs.dji: Art. 4º; Art. 12; Leiloeiro



a) ser cidadão brasileiro e estar no gozo dos direitos civis e políticos;



b) ser maior de 25 (vinte e cinco) anos;

c) ser domiciliado no lugar em que pretenda exercer a profissão há mais de 5 (cinco) anos;

d) ter idoneidade, comprovada com apresentação de caderneta de identidade e de certidões negativas dos distribuidores, no Distrito Federal, da Justiça Federal e das varas criminais da justiça local, ou de folhas corridas, passadas pelos cartórios dessas mesmas justiças e, nos Estados e no Território do Acre, pelos cartórios da Justiça Federal e local do distrito em que o candidato tiver o seu domicílio.

Obs.1: Art. 1º, D-021.981-1932 - Profissão de Leiloeiro

obs.dji: Art. 4º; Art. 14

Apresentará, também o candidato, certidão negativa de ações ou execuções movidas contra ele no foro cível federal e local correspondente ao seu domicílio e relativo ao último qüinqüênio.

obs.dji: remissão do Art. 1º

Art. 3º Não podem ser leiloeiros:

obs.dji: Leiloeiro

a) os que não podem ser comerciantes:

b) os que tiverem sido destituídos anteriormente dessa profissão, salvo se o houverem sido a pedido;

c) os falidos não reabilitados e os reabilitados, quando a falência tiver sido qualificada como culposa ou fraudulenta.

Art. 4º Os leiloeiros serão nomeados pelas Juntas Comerciais, de conformidade com as condições prescritas por este regulamento no Art. 2º, e suas alíneas.

Art. 5º Haverá, no Distrito Federal, 20 (vinte) leiloeiros e, em cada Estado e no Território do Acre, o número que for fixado pelas respectivas Juntas Comerciais.

obs.1: Art. 1º, D-021.981-1932 - Profissão de Leiloeiro

obs.dji: remissão do Art. 1º

Art. 6º O leiloeiro, depois de habilitado devidamente perante as Juntas Comerciais, fica obrigado, mediante despacho das mesmas Juntas, a prestar fiança, em dinheiro ou em apólices da Dívida Pública Federal, que será recolhida, no Distrito Federal, ao Tesouro Nacional e, nos Estados e Território do Acre, às Delegacias Fiscais, Alfândegas ou Coletorias Federais. O valor desta fiança será, no Distrito Federal, de Cr$ 40,00 e, nos Estados e Território do Acre, o que for arbitrado pelas respectivas Juntas Comerciais.



obs.1: Art. 1º, D-021.981-1932 - Profissão de Leiloeiro

§ 1º A fiança em apólices nominativas será prestada com o caucionamento desses títulos na Caixa de Amortização, ou nas repartições federais competentes para recebê-la, nos Estados e no Território do Acre, mediante averbações que as conservem intransferíveis, até que possam ser levantadas legalmente, cabendo aos seus proprietários a percepção dos respectivos juros.



obs.1: Art. 1º, D-021.981-1932 - Profissão de Leiloeiro

§ 2º Quando se oferecerem como fiança depósitos feitos nas Caixas Econômicas, serão as respectivas cadernetas caucionadas na forma do parágrafo anterior, percebendo igualmente os seus proprietários os juros nos limites arbitrados por aqueles institutos.



§ 3º A caução da fiança em qualquer das espécies admitidas e. bem assim, o seu levantamento serão efetuados sempre à requisição da Junta Comercial perante a qual se tiver processado a habilitação do leiloeiro.

Art. 7º A fiança responde pelas dívidas ou responsabilidades do leiloeiro, originadas por multas, infrações de disposições fiscais, impostos federais e estaduais relativos à profissão. saldos e produtos de leilões ou sinais que ele tenha recebido e pelas vendas efetuadas de bens de qualquer natureza, e subsistirá até 120 (cento e vinte) dias, após haver deixado o exercício da profissão, por exoneração voluntária, destituição ou falecimento.

§ 1º Verificada a vaga do cargo de leiloeiro em qualquer desses casos, a respectiva Junta Comercial, durante 120 (cento e vinte) dias, tornará pública a ocorrência por edital repetido no mínimo uma vez por semana, convidando os interessados a apresentarem suas reclamações dentro desse prazo.



§ 2º Somente depois de satisfeitas, por dedução do valor da fiança, todas as dívidas e responsabilidades de que trata este artigo, será entregue a quem de direito o saldo porventura restante,



§ 3º Findo o prazo mencionado no § 1º, não se apurando qualquer alcance por dívidas oriundas da profissão, ou não tendo havido reclamação alguma, fundada na falta de liquidação definitiva de atos praticados pelo leiloeiro no exercício de suas funções, expedirá a Junta certidão de quitação com que ficará exonerada e livre a fiança, para o seu levantamento.



Art. 8º O leiloeiro só poderá entrar no exercício da profissão depois de aprovada a fiança oferecida e de ter assinado o respectivo compromisso perante a Junta Comercial.

Art. 9º Os leiloeiros são obrigados a registrar nas Juntas Comerciais, dentro de 15 (quinze) dias após a cobrança, os documentos comprobatórios do pagamento dos impostos federais e estaduais relativos à sua profissão, sob pena de suspensão, de que não haverá recurso.



obs.dji: Art. 15, parágrafo único; Art. 16, (a)



Parágrafo único. Se, decorrido 6 (seis) meses, o leiloeiro ainda não tiver cumprido a disposição deste artigo, será destituído do cargo, afixando-se na porta de seu estabelecimento a folha do órgão oficial em que houver sido publicado o edital respectivo.







obs.dji: Art. 16, (a)





Art. 10. Os leiloeiros não poderão vender em leilão estabelecimentos comerciais ou industriais sem que provem terem os respectivos vendedores quitação do imposto de indústrias e profissões relativo ao exercício vencido ou corrente, sob pena de ficarem os mesmos leiloeiros responsáveis pela dívida existente. Ficam isentos desta obrigação quando se tratar de leilões judiciais ou de massas falidas.

Art. 11. O leiloeiro exercerá pessoalmente suas funções, não podendo delegá-las, senão por moléstia ou impedimento ocasional em seu preposto.

Art. 12. O preposto indicado pelo leiloeiro prestará as mesmas provas de habilitação exigidas no Art. 2º, sendo considerado mandatário legal do proponente para o efeito de substitui-lo e de praticar, sob a sua responsabilidade, os atos que lhe forem inerentes. Não poderá, entretanto funcionar conjunta- mente com o leiloeiro, sob pena de destituição e tornar-se o leiloeiro incurso na multa de Cr$ 2,00.



Parágrafo único. A destituição dos prepostos poderá ser dada mediante simples comunicação dos leiloeiros às Juntas Comerciais, acompanhada da indicação do respectivo substituto.

Art. 13. Quando o leiloeiro não tiver preposto habilitado, poderá, nos leilões já anunciados, ser substituído por outro leiloeiro· de sua escolha, mediante prévia comunicação à Junta Comercial, ou adiar os respectivos pregões, se, em qualquer dos casos, nisso convierem os comitentes por declaração escrita, que será conservada pelo leiloeiro no seu próprio arquivo.



Parágrafo único. Os leilões efetuados com desrespeito deste artigo serão nulos, sujeitando-se o leiloeiro à satisfação de perdas e danos que lhe for exigida pelos prejudicados.



Art. 14. Os leiloeiros, ou os prepostos, são obrigados a exibir, ao iniciar os leilões, quando isso lhes for exigido, a prova de se acharem no exercício de suas funções, apresentando a carteira de identidade a que se refere o Art. 2º, alínea d, ou o seu título de nomeação, sob as mesmas penas cominadas no parágrafo único do artigo precedente.



Art. 15. Os leiloeiros não poderão fazer novação com as dívidas provenientes do saldo dos leilões, convertendo-as em promissórias ou quaisquer outros títulos, e responderão como fiéis depositários para com seus comitentes, sob as penas da lei.



Parágrafo único. Verificada a infração deste artigo, diante de denúncia cuja procedência as Juntas Comerciais apurarão em processo, será multado o leiloeiro em quantia correspondente à quarta parte da fiança, com os mesmos efeitos do Art. 9º.



Das Penalidades Aplicáveis aos Leiloeiros





Art. 16. São competentes para suspender, destituir e multar os leiloeiros, nos casos em que estas penas são aplicáveis:



a) as Juntas Comerciais, com recurso para o ministro do Trabalho, Indústria e Comércio, no prazo de 10 (dez) dias, nos casos de suspensão, imposição de multas e destituição, com efeito devolutivo, quando não se tratar dos casos do Art. 9º e seu parágrafo;



obs.dji: Art. 42, § 3º; Art. 49; São distintos hoje os Ministério do Trabalho e Previdência Social e Ministério da Industria e do Comércio



b) as justiças ordinárias, nos casos de mora e falta de pagamento, nas ações intentadas contra os leiloeiros segundo as disposições deste regulamento.



Parágrafo único. A condenação em perdas e danos só pode ser levada a efeito pelos meios ordinários.



Art. 17. Às Juntas Comerciais cabe impor penas:

a) ex officio;

b) por denúncia dos prejudicados.



§ 1º Todos os atos de cominação de penas aos leiloeiros e seus prepostos far-se-ão públicos por edital.

§ 2º A imposição da pena de multa, depois de confirmada pela decisão do recurso, se o houver, importa concomitantemente na suspensão dos leiloeiros até que satisfaçam o pagamento das respectivas importâncias.



§ 3º Suspenso o leiloeiro, também o estará tacitamente o seu preposto.

Art. 18. Os processos administrativos contra os leiloeiros obedecerão às seguintes normas:

obs.dji: Art. 42, § 3º

a) havendo denúncia de irregularidades praticadas por qualquer leiloeiro, falta de exação no cumprimento dos seus deveres ou infração a disposições deste regulamento, dará a respectiva Junta Comercial início ao processo, juntando à denúncia os documentos recebidos, com o parecer do diretor ou de quem suas vezes fizer, relativamente aos fatos argüidos, e intimará o leiloeiro a apresentar defesa, com vista do processo na própria Junta, pelo prazo de 5 (cinco) dias que poderá ser prorrogado, a requerimento do interessado, por igual tempo. mediante termo que lhe for deferido:

b) vencido o prazo e a prorrogação, se a houver, sem que o acusado apresente defesa, será o processo julgado à revelia, de conformidade com a documentação existente;

c) apresentada defesa, o diretor ou quem suas vezes fizer, juntando-a ao processo, fará este concluso à Junta, acompanhado de relatório, para o julgamento;



d) as decisões das Juntas, que cominarem penalidades aos leiloeiros, serão sempre fundamentadas.

Das Funções dos Leiloeiros



Art. 19. Compete aos leiloeiros públicos, pessoal e privativamente. a venda, em público leilão, dentro de suas próprias casas ou fora dessas, de tudo de que, por autorização de seus donos, forem encarregados, tais como móveis, imóveis, mercadorias, utensílios, semoventes e demais efeitos, e a de bens móveis e imóveis pertencentes às massas falidas ou liquidandas, quando não gravados com hipoteca.



Parágrafo único. Excetuam-se da competência dos leiloeiros as vendas dos bens imóveis nas arrematações por execução de sentença ou hipotecárias; das massas falidas ou liquidandas, quando gravadas com hipoteca; dos bens pertencentes a menores sob tutela e de interditos, e dos que estejam gravados por disposições testamentárias: dos títulos da Dívida Pública Federal, Estadual ou Municipal, bem como dos efeitos que estiverem excluídos por disposição legal,



Art. 20. Os leiloeiros não poderão vender em leilão, em suas casas ou fora delas, quaisquer efeitos senão mediante autorização por carta ou relação, em que o comitente os especifique. declarando as ordens ou instruções que julgar convenientes e fixando, se assim o entender, o mínimo dos preços pelos quais os mesmos efeitos deverão ser negociados, sob pena de multa na importância correspondente à quinta parte da fiança e, pela reincidência, na de destituição.



obs.dji: Art. 31, I; Art. 32, I



Art. 21. Os leiloeiros são obrigados a acusar o recebimento das mercadorias móveis e de tudo que lhes for confiado para venda e constar na carta ou relação a que se refere o artigo precedente, dando para o efeito de indenizações, no caso de incêndio, quebras ou extravios, e na hipótese do comitente haver omitido os respectivos valores a avaliação que julgar razoável, mediante comunicação que deverá ser entregue pelo protocolo ou por meio de carta registrada.



obs.dji: Art. 32, I



Parágrafo único. O comitente, não concordando com a avaliação feita como limite provável para a venda em leilão, deverá retirar os objetos, dentro de 8 (oito) dias, contados da comunicação respectiva, sob pena de serem vendidos pelo maior preço que alcançarem acima da avaliação, sem que lhe assista direito a reclamação alguma.

Art. 22. Os leiloeiros, quando exercem o seu ofício dentro de suas casas e fora delas, não se achando presentes os donos dos efeitos que tiverem de ser vendidos, serão reputados verdadeiros consignatários ou mandatários, competindo-lhes nesta qualidade:



a) cumprir fielmente as instruções que receberem dos comitentes;

b) zelar pela boa guarda e conservação dos efeitos consignados e de que são responsáveis, salvo caso fortuito ou de força maior, ou de provir a deterioração de vício inerente à natureza da cousa;

c) avisar os comitentes, com a possível brevidade, de qualquer dano que sofrerem os efeitos em seu poder, e verificar, em forma legal, a verdadeira origem do dano; devendo praticar iguais diligências todas as vezes que, ao receber os efeitos, notarem avaria, diminuição ou estado diverso daquele que constatar das guias de remessa, sob pena de responderem, para com os comitentes. pelos mesmos efeitos nos termos designados nessas guias, sem que se lhes admita outra defesa que não seja a prova de terem praticado tais diligências;

d) declarar, no aviso e Conta que remeterem ao comitente nos casos de vendas a pagamento, o nome e domicílio dos compradores e os prazos estipulados; presumindo-se a venda efetuada a dinheiro de contado, sem admissão de prova em contrário, quando não fizerem tais declarações;



e) responder, perante os respectivos donos, seus comitentes, pela perda ou extravio de fundos em dinheiro, metais ou pedras preciosas, existentes em teu poder, ainda mesmo que o dano provenha de caso fortuito ou de força maior, salvo a prova de que na sua guarda empregaram a diligência que em casos semelhantes empregam os comerciantes acautelados, e bem assim pelos riscos sobrevenientes na devolução de fundos em seu poder para as mãos dos comitentes, se se desviarem das ordens e instruções recebidas por escrito, ou. na ausência delas, dos meios usados no lugar da remessa:





f) exigir dos comitentes uma comissão pelo seu trabalho, de conformidade com o que dispõe este regulamento, e a indenização da importância de~pendida no desempenho de suas funções, acrescida dos juros legais, pelo tempo que demorar o seu reembolso, e, quando os efeitos a ser vendidos ficarem em depósito litigioso, por determinação judicial, as comissões devidas e o aluguel da parte do armazém que os mesmos ocuparem, calculado na proporção da área geral e do preço de aluguel pago por esse armazém,



Art. 23. Antes de começarem o ato do leilão, os leiloeiros farão conhecidas as condições da venda, a forma do pagamento e da entrega dos objetos que vão ser apregoados, o estado e qualidade desses objetos, principalmente quando, pela simples intuição, não puderem ser conhecidos facilmente, e bem assim o seu peso, medida ou quantidade. quando o respectivo valor estiver adstrito a essas indicações, sob pena de incorrerem na responsabilidade que no caso couber por fraude, dolo, simulação ou omissão culposa.

Art. 24. A taxa da comissão dos leiloeiros será regulada por convenção escrita que, sobre todos ou alguns dos efeitos a vender, eles estabelecerem com os comitentes. Em falta de estipulação prévia, regulará a taxa de 5% (cinco por cento), sobre móveis, mercadorias, jóias e outros efeitos e a de 3% (três por cento), sobre bens imóveis de qualquer natureza.



Parágrafo único. Os compradores pagarão obrigatoriamente 5% (cinco por cento) sobre quaisquer bens arrematados.



obs.dji: Art. 42, § 2º



Art. 25. O comitente, no ato de contratar o leilão, dará por escrito uma declaração assinada do máximo das despesas que autoriza a fazer com publicações, carretos e outras que se tornarem indispensáveis, não podendo o leiloeiro reclamar a indenização de maior quantia porventura despendida sob esse título.



Art. 26. Os leiloeiros não poderão vender a crédito ou a prazo, sem autorização por escrito dos comitentes.

Art. 27. A conta de venda dos leilões será fornecida até 5 (cinco) dias úteis depois da realização dos respectivos pregões. da entrega dos objetos vendidos ou assinatura da escritura de venda, e o seu pagamento efetuado no decurso dos 5 (cinco) dias seguintes.

§ 1º As contas de venda, devidamente autenticadas pelos leiloeiros, demonstrarão os preços alcançados nos pregões de cada lote e serão entregues aos comitentes mediante remessa pelo protocolo ou por meio de carta registrada.

obs.dji: Art. 31, III



§ 2º Devem as contas de venda conferir com os livros e assentamentos do leiloeiro, sob pena de incorrerem nas sanções deste regulamento.

§ 3º Se o comitente não procurar receber a importância do seu crédito, proveniente da conta de venda recebida, vencido o prazo de que trata este artigo, o leiloeiro depositá-la-á na Caixa Econômica ou agência do Banco do Brasil, em nome de seu possuidor, salvo se a soma respectiva não atingir a Cr$ 0,50, ou tiver ordem, por escrito, do comitente para não fazer o depósito.

obs.dji: Art. 34



§ 4º Havendo mora por parte do leiloeiro, poderá o credor, exibindo a respectiva conta de venda, requerer ao juízo competente a intimação, dele, para pagar dentro de 24 (vinte e quatro) horas, em cartório, o produto do leilão, sem dedução da comissão que lhe cabia, sob pena de prisão, como depositário remisso, até que realize o pagamento.



obs.dji.grau.3: Art. 901, Ação de depósito - Procedimentos especiais de jurisdição contenciosa - Procedimentos Especiais - Código de processo civil - L-005.869-1973



Art. 28. Nos leilões judiciais, de massas falidas e de liquidações, os leiloeiros são obrigados a pôr à disposição do juízo competente, ou representantes legais, as importâncias dos respectivos produtos, dentro dos prazos estabelecidos no artigo precedente.



Art. 29. A falência do leiloeiro será sempre fraudulenta. como depositário de bens que lhe são entregues para a venda em leilão.





Art. 30. São nulas as fianças, bem como os endossos e avais dados pelos leiloeiros.



obs.dji.grau.3: Art. 818, Disposições Gerais - Fiança - Várias Espécies de Contrato - Direito das Obrigações - Código Civil - CC - L-010.406-2002



Art. 31. São livros obrigatórios do leiloeiro:



obs.dji: Leiloeiro

I - "Diário de entrada", destinado à escrituração diária de todas as mercadorias, móveis, objetos e mais efeitos remetidos para venda em leilão no armazém, escriturado em ordem cronológica, sem entrelinhas, emendas ou rasuras, de acordo com a relação a que se refere o Art. 20;



II - "Diário de saída", destinado à escrituração das mercadorias efetivamente vendidas ou saídas do armazém, com a menção da data do leilão, nomes dos vendedores e compradores, preços obtidos por lotes e o total das vendas de cada leilão. extraído do "Diário de leilões ;



III - "Contas correntes", destinado aos lançamentos de todos os produtos líquidos apurados para cada comitente. de acordo com as contas de que trata o § 1 do Art. 27, e dos sinais recebidos pelas vendas de imóveis.

Parágrafo único. O balanço entre os livros - "Diário de entrada", e "Diário de saída" - determinará a existência dos efeitos conservados no armazém do leiloeiro.

Art. 32. Além dos livros exigidos no artigo precedente, os leiloeiros terão mais os seguirdes, legalizados nas Juntas Comerciais. mas isentos de selo, por serem de mera fiscalização:



obs.dji: Leiloeiro

I - "Protocolo", para registrar as entregas das contas de venda e das cartas a que se referem. respectivamente, os arts. 20 e 21:

II - "Diário de leilões", que poderá desdobrar-se em mais de um livro, para atender às necessidades do movimento da respectiva agência, e em que serão escriturados a tinta, no ato do leilão, sem emendas ou rasuras que possam levantar dúvida, todos os leilões que o leiloeiro realizar, com catálogo ou sem ele, inclusive os do respectivo armazém, observadas na sua escrituração as mesmas normas que se observam na do "Diário de saída", com a indicação da data do leilão, nome de quem o autorizou, número dos lotes, nomes dos compradores, preço de venda de cada lote, e coma total do produto bruto do leilão, devendo a escrituração desse livro conferir exatamente com a descrição dos lotes e os preços declarados na conta de venda fornecida ao comitente:

III - "Livro-talão", de cópia carbônica, para extração das faturas destinadas aos arrematantes de lotes. com indicação do nome por inteiro de cada um e seu endereço.



Art. 33. Todos os livros do leiloeiro terão número de ordem, inclusive o "Livro-talão" que não poderá ser emendado ou raspado e servirá para conferência ou esclarecimento de dúvidas, entre leiloeiros e comitentes.

§ 1º A exibição, em Juízo, dos livros dos leiloeiros não poderá ser recusada, quando exigida por autoridade competente, para dirimir questões suscitadas entre leiloeiro e comitente, incorrendo na pena de suspensão por tempo indeterminado, aplicável pela autoridade deprecante, e, por fim, na de destituição, aquele que não cumprir o mandado recebido.

§ 2º Poderão as Juntas Comerciais determinar, sempre que julgarem conveniente, o exame nos livros dos leiloeiros pelo diretor ou por seu substituto, a fim de se verificar se os mesmos livros estão devidamente escriturados e preenchem as condições prescritas neste regulamento, ordenando as correções que se tornarem necessárias e punindo os seus possuidores quando as faltas ou irregularidades encontradas exijam a aplicação de qualquer das medidas atribuídas à sua competência.



§ 3º Quando tiver de encerrar qualquer dos seus livros, o leiloeiro, para poder arquivá-lo ou substitui-lo, o levará à Junta Comercial a que estiver subordinado para o respectivo encerramento.

Art. 34. Quando os produtos líquidos das contas de venda tiverem de ser depositados de acordo com o Art. 27, § 3º, ou por determinação judicial, o selo proporcional será colado nas mesmas contas e inutilizado pelo próprio leiloeiro, que deverá entregar a segunda via ao comitente, juntamente com a caderneta do depósito.

Art. 35. As certidões ou contas que os leiloeiros extraírem de seus livros, quando estes se revestirem das formalidades legais, relativamente à venda de mercadorias ou de outros quaisquer efeitos que pela lei são levados a leilão, têm fé pública.

Art. 36. É proibido ao leiloeiro:

a) sob pena de destituição:

1º, exercer o comércio direta ou indiretamente no seu ou alheio nome;

2º, constituir sociedade de qualquer espécie ou denominação:



3º, encarregar-se de cobranças ou pagamentos comerciais.

b) sob pena de multa de Cr$ 2,00:

Adquirir para si, ou para pessoas de sua família, cousa de cuja venda tenha sido incumbido, ainda que a pretexto de destinar-se a seu consumo particular.

obs.dji.grau.3: Art. 497, IV, Disposições Gerais - Compra e Venda - Várias Espécies de Contrato - Direito das Obrigações - Código Civil - CC - L-010.406-2002



Parágrafo único. Não poderão igualmente os leiloeiros, sob pena de nulidade de todos os seus atos, exercer a profissão nos domingos e dias feriados nacionais, estaduais ou municipais, delegar a terceiros os pregões, nem realizar mais de 2 (dois) leilões no mesmo dia em locais muito distantes entre si, a não ser que se trate de imóveis juntos ou de prédios e móveis existentes no mesmo prédio, considerando-se, nestes casos, como de um só leilão os respectivos pregões.

Art. 37. Quando o leiloeiro precisar ausentar-se do exercício do cargo para tratamento de saúde, requererá licença às Juntas Comerciais, juntando atestado médico e indicando preposto, ou declarando na requerimento desde que data entrou em exercício esse seu substituto legal, se o tiver.

Parágrafo único. O afastamento do leiloeiro do exercício da profissão, por qualquer outro motivo, será sempre justificado.



Art. 38. Nenhum leilão poderá ser realizado sem que haja, pelo menos, 3 (três) publicações no mesmo jornal, devendo a última ser bem pormenorizada, sob pena de multa de Cr$ 2,00.



Parágrafo único. Todos os anúncios de leilões deverão ser claros nas descrições dos respectivos efeitos, principalmente quando se tratar de bens imóveis ou de objetos que se caracterizem pelos nomes dos autores e fabricantes, tipos e números, sob pena de nulidade e de responsabilidade do leiloeiro.

Art. 39. Aceitos os lances sem condições nem reservas, os arrematantes ficam obrigados a entrar com um sinal ou caução que o leiloeiro tem o direito de exigir no ato da compra, a pagar os preços e a receber a cousa vendida. Se não se realizar o pagamento no prazo marcado, o leiloeiro ou o proprietário da cousa vendida, terá a opção para rescindir a venda, perdendo neste caso o arrematante o sinal dado, do qual serão descontadas pelo leiloeiro a sua comissão e as despesas que houver feito, entregando o saldo a seu dono, dentro de 10 (dez) dias, - ou para demandar o arrematante pelo preço com os juros de mora, por ação executiva, instruída com certidão do leiloeiro em que se declare não ter sido completado o preço da arrematação no prazo marcado no ato do leilão.

Art. 40. O contrato que se estabelece entre o leiloeiro e a pessoa, ou autoridade judicial, que autorizar a sua intervenção ou efetuar a sua nomeação para realizar leilões, é de mandato ou comissão e dá ao leiloeiro o direito de cobrar judicialmente a sua comissão e as quantias que tiver desembolsado com anúncios, guarda e conservação do que lhe for entregue para vender, instruindo a ação com os documentos comprobatórios dos pagamentos que houver efetuado por conta dos comitentes e podendo reter em seu poder algum objeto, que pertença ao devedor, até o seu efetivo embolso.

Art. 41. As Juntas Comerciais, dentro do menor prazo possível, organizarão a lista dos leiloeiros, classificados por antiguidade, com as anotações que julgarem indispensáveis, e mandarão publicá-la.

obs.dji: Art. 42, § 3º; Art. 44

Parágrafo único. As autoridades judiciais ou administrativas poderão requisitar as informações que desejarem a respeito de qualquer leiloeiro, assim como a escala de classificação a que se refere este artigo, devendo ser as respectivas respostas fornecidas rapidamente e sob a responsabilidade funcional de quem as formular, quanto à sua veracidade.



Art. 42. Nas vendas de bens móveis ou imóveis pertencentes à União e aos Estados e Municípios, os leiloeiros funcionarão por distribuição rigorosa de escala de antigüidade, a começar pelo mais antigo.

obs.dji: Art. 44

§ 1º O leiloeiro que for designado para realizar os leilões de que trata este artigo, verificando, em face da escala, que não lhe toca a vez de efetuá-los, indicará à repartição ou autoridade que o tiver designado aquele a quem deve caber a designação, sob pena de perder, em favor do prejudicado, a comissão proveniente da venda efetuada.



§ 2º Nas vendas acima referidas os leiloeiros cobrarão somente dos compradores a comissão estabelecida no parágrafo único do Art. 24, correndo as despesas de anúncios, reclamos e propaganda dos leilões por conta da parte vendedora.



§ 3º As autoridades administrativas poderão excluir da escala, a que, além deste, se referem os arts. 41 e 44, todo leiloeiro cuja conduta houver perante elas incorrido em desabono, devendo ser comunicados, por ofício, à Junta Comercial em que estiver o leiloeiro matriculado, os motivos determinantes da sua exclusão, que seguirá o processo estabelecido pelo Art. 18. Se se confirmar a exclusão, será o leiloeiro destituído na conformidade do Art. 16, alínea a.



Art. 43. Nas vendas judiciais, de bens de massas falidas e de propriedades particulares, os leiloeiros serão da exclusiva escolha e confiança dos interessados, síndicos, liquidatários ou comitentes, aos quais prestarão contas de acordo com as disposições legais.Art. 44. As Juntas Comerciais publicarão em edital afixado à porta das suas sedes e insertos no Diário Oficial, ou, onde não houver órgão oficial, em jornal de maior circulação, durante o mês de março de cada ano, a lista dos leiloeiros matriculados, com a data das respectivas nomeações, para a escala de que trata o Art. 41, podendo as repartições públicas requisitá-las a qualquer tempo para execução do disposto no Art. 42.





obs.dji: Art. 42, § 3º



Art. 45. Somente para fins beneficentes, quando não haja remuneração de qualquer espécie, será permitido o pregão por estranhos à classe dos leiloeiros.



Parágrafo único. Excetuam-se dessa restrição os casos de venda de mercadorias apreendidas como contrabando, ou abandonadas nas alfândegas, repartições públicas e estradas de ferro, nos termos da Nova Consolidação das Leis das Alfândegas e Mesas de Rendas, e do Decreto nº 5.573, de 14 de novembro de 1928.

Art. 46. No preenchimento das vagas de leiloeiro que se forem dando, terão preferência os respectivos prepostos, quando requererem a sua nomeação dentro do prazo de 60 (sessenta) dias após a notificação da vaga perante as Juntas Comerciais.





Art. 47. Os atuais leiloeiros darão cumprimento às disposições deste regulamento, relativas à organização dos livros novos, habilitação dos prepostos e outras exigências fiscalizadoras por ele criadas, dentro do prazo de 120 (cento e vinte) dias, no Distrito Federal e Estado do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, e de 180 (cento e oitenta) dias, nos demais Estados e Território do Acre, sob a pena de suspensão, incorrendo na de destituição aqueles que não o houverem feito até 30 (trinta) dias após o referido prazo.



obs.1: Art. 1º, D-021.981-1932 - Profissão de Leiloeiro



Art. 48. Todas as atribuições conferidas às Juntas Comerciais, por este regulamento, serão exercidas, onde elas não existirem, pela autoridade que as deva substituir, de acordo com a legislação vigente.



Art. 49. Este regulamento entrará em vigor na data de sua publicação, sendo as dúvidas que se suscitarem e as omissões que se verificarem em sua execução resolvidas por decisão do ministro do Trabalho, Indústria e Comércio.





obs.dji: Art. 16, a, D-021.981-1932 - Profissão de Leiloeiro



Art. 50. Revogam-se as disposições em contrário. Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1932.



Postado por Sergio Vianna Leiloeiro às Domingo, Outubro 30, 2011 0 comentários Enviar por e-mailBlogThis!Compartilhar no TwitterCompartilhar no FacebookCompartilhar no orkutLinks para esta postagem

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Este blog, tem como finalidade, êxpor as mazelas, do dia a dia, prejudiciais, de forma que possamos, nos defender ou auxiliar alguem com informações, baseadas em fatos, se observados, sempre consta nos. ocorrências e processos dos fatos narrados, divergencias ou rejeições, fazem parte, nem cristo agradou, que dirá um mero leiloeiro... Sergio Vianna - Leiloeiro Oficial...



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